EM CAMPO VERDE

Secel estreia Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossenses 2025 com etapa regional Sudeste

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Foto: COB/SECEL

De 25 a 30 de abril, estudantes de 12 a 17 anos da região competem nas modalidades de basquetebol, futsal, handebol e voleibol

Cida Rodrigues | Secel-MT

O município de Campo Verde (a 141 km de Cuiabá) sedia a primeira etapa regional da edição 2025 dos Jogos Escolares e dos Jogos Estudantis Mato-grossenses. De sexta até a próxima quarta-feira (25 a 30.4), atletas de 12 a 17 anos da região esportiva Sudeste disputam as competições  realizadas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) em parceria com o município sede.

De acordo com o secretário municipal de Esporte e Lazer de Campo Verde, Cleberson de Oliveira, a expectativa é de que a população participe ativamente do evento.

“A comunidade de Campo Verde costuma se envolver e torcer muito nos eventos esportivos. A expectativa é que o Jogos Escolares movimentem nossa cidade, o comércio, o lazer. Nós nos preparamos para receber bem os jovens participantes, tudo foi planejado para ser uma etapa diferenciada, com inovação na logística e na organização”, expôs o secretário municipal.

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Nos Jogos Escolares, que são disputados por estudantes de 12 a 14 anos, serão 26 equipes de escolas públicas e privadas. Já nos Jogos Estudantis, atletas de 15 a 17 anos competem por 38 seleções municipais.

As duas competições  ocorrem simultaneamente com disputas nas modalidades coletivas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol.

No total, o evento recebe cerca de 700 pessoas, entre atletas e técnicos. As delegações representam os municípios de Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Guiratinga, Paranatinga, Primavera do Leste, Poxoréu, São José do Povo e Tesouro.

“É uma grande satisfação iniciar mais uma edição dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossense. São eventos que envolvem atletas em idade escolar de todas as regiões do Estado. Agradecemos todos os envolvidos, comunidade escolar, município sede e participantes, por acreditarem no poder de transformação do esporte”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura.

Abertura oficial e competições

A abertura oficial do evento será na sexta (25), às 19h, no Ginásio Joubert Izaias Romancini. Com presença de público e autoridades, a solenidade é composta pela entrada oficial das delegações, hasteamento de bandeira, juramentos e acendimento do fogo simbólico.

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As competições prosseguem até a próxima quarta-feira (30), nos ginásios Joubert Izaias Romancini, Monteiro Lobato e da Escola Técnica Estadual.

Distribuídas em dez regiões esportivas, as etapas regionais ocorrem até junho em outros nove municípios-sedes: Tangará da Serra, Juína, Comodoro, Jaciara, Araputanga, Nova Mutum, Alta Floresta, Vila Rica e Barra do Garças.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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