Outros Esportes
US$ 100 milhões: na Ferrari, Lewis Hamilton terá maior salário da F1
Publicado em
5 de fevereiro de 2024por
Da Redação
Contrato do heptacampeão com a equipe italiana terá duração de duas temporadas a partir de 2025, com opção de renovação por mais uma; confira outros bastidores do bombástico anúncio
Mais de um dia após a mais bombástica transferência da Fórmula 1 desde a ida de Ayrton Senna para a Williams em 1994, os bastidores da mudança de Lewis Hamilton da Mercedes para a Ferrari a partir da temporada 2025 começam a emergir. Junto com eles, os motivos pelos quais o heptacampeão topou sair da zona de conforto do time alemão, onde completará 12 anos em 2024, para realizar um sonho de infância e assumir o desafio de liderar a maior equipe da maior categoria do automobilismo mundial em uma das piores fases de sua história. Aquela mesmo que tem torcedores tão apaixonados – e que cobram tanto – quanto os de um time grande e tradicional de futebol: os famosos tifosi. E que precisa urgentemente de vitórias e títulos, já que vive um dos maiores jejuns de sua história – 16 anos sem conquistar o Mundial de Construtores e 17 sem o Mundial de Pilotos.
O Voando Baixo traz alguns detalhes do acordo entre Lewis Hamilton e Ferrari. A marca italiana não esconde a intenção de contar com o heptacampeão já há alguns anos. Alguns flertes já aconteceram, mas não tinham ido adiante. Entretanto, foi em 2023, pouco antes do inglês assinar a renovação de contrato com a Mercedes, que uma investida mais séria foi realizada. E capitaneada por ninguém menos que o americano John Elkann, CEO da Exor, fundo de investimento da família Agnelli que controla a Ferrari. Ele já havia sido o responsável por levar ninguém menos que Cristiano Ronaldo para a Juventus, que também pertence ao grupo. A intenção era ter Hamilton na Ferrari já em 2024, mas a negociação não evoluiu. O inglês fechou com a Mercedes por dois anos (soubemos agora que por um com opção de mais um), mas o canal com Elkann foi inaugurado. E eles mantiveram contato desde então.
Neste ponto, todos acreditavam que Hamilton estaria preso à Mercedes até o fim de 2025. Nas férias da Fórmula 1, contudo, Hamilton e Elkann voltaram a conversar. Frustrado com as perspectivas da equipe alemã para os próximos dois anos e também com a negativa da montadora alemã em transformá-lo em embaixador da marca até 2035, o heptacampeão passou a considerar seriamente a realização de seu sonho de infância: correr pela Ferrari. As conversas evoluíram bem e um acordo foi fechado: Hamilton assinou um contrato de duas temporadas com opção de mais uma com a equipe italiana que vai transformá-lo no piloto mais bem pago da atualidade na F1. O inglês vai receber um total de US$ 100 milhões por temporada (R$ 500 milhões), sendo US$ 80 milhões (R$ 400 milhões) como salário e US$ 20 milhões (R$ 100 milhões) como bônus para o “Mission 44”, iniciativa do heptacampeão que apoia a inserção de jovens de minorias sociais no automobilismo. Para efeito de comparação, o tricampeão Max Verstappen recebe atualmente um máximo de US$ 70 milhões (R$ 350 milhões) por temporada da RBR, mas apenas se cumprir todas as metas estipuladas em contrato.
Além disso, Hamilton continuará tendo liberdade para apoiar as causas sociais que bem desejar, nos mesmos moldes do que o contrato atual com a Mercedes prevê. E tomar as ações e atitudes que achar mais adequadas para isso. Ainda neste campo, mas em termos financeiros, Elkann também ofereceu um fundo de investimento que será criado pela Exor para os projetos do heptacampeão fora das pistas. O valor disso? €250 milhões, cerca de R$ 1,3 bilhão. Tudo isso, que está no contrato assinado pelo inglês com a Ferrari, ajudou muito em seu processo de convencimento. No entanto, foi o projeto esportivo da equipe italiana que fez com que Hamilton topasse o desafio de reerguer uma equipe extremamente tradicional, maior até que a própria Fórmula 1.
Hamilton chegará a uma Ferrari que passa por um processo de reestruturação comandado pelo francês Frédéric Vasseur, chefe da equipe desde dezembro de 2022. E será peça-chave nesta engrenagem. Novos nomes já começaram a ser captados no mercado: o mais importante deles é o do francês Loic Serra, ex-diretor de desempenho da Mercedes, com mais de 20 anos de experiência na F1, mas que só poderá assumir o cargo em 2025. O heptacampeão também terá carta branca para trazer seus nomes de confiança para fortalecer a estrutura da equipe italiana, que hoje tem vários gargalos. O mais conhecido deles seria o do inglês Peter Bonnington, o Bono, engenheiro de corridas de Lewis na Mercedes. Uma proposta deve ser feita em breve. O processo lembra o da chegada de Michael Schumacher na própria Ferrari, em 1996, quando o alemão, ainda bicampeão, trouxe quase todo o corpo técnico da também bicampeã Benetton em 1994 e 1995. Os nomes mais importantes? O engenheiro inglês Ross Brawn e o projetista sul-africano Rory Byrne, que se juntaram ao chefe francês Jean Todt. Esta foi a base técnica que fundamentou o domínio da equipe italiana entre os anos de 2000 e 2004.
Do lado da Mercedes, a bomba de Lewis Hamilton pegou todo mundo de surpresa. Inclusive o chefe Toto Wolff. Ele revelou que até acreditava na possibilidade do heptacampeão ativar a cláusula que o deixava livre do segundo ano do contrato com a equipe, mas confessou que o timing o pegou completamente de surpresa, mais de um ano antes do início efetivo da temporada 2025. Ainda segundo o dirigente, em entrevista à Sky Sports inglesa, Hamilton o avisou da decisão em um café em sua casa em Oxford, em 31 de janeiro, dia anterior ao anúncio oficial pela imprensa. Ou seja, o austríaco teve de correr para organizar tudo e comunicar o time da decisão do heptacampeão antes que tudo vazasse de vez na imprensa e do anúncio oficial, que era iminente. Tanto é que uma reunião de emergência foi convocada às 14h locais (11h de Brasília) na sede em Brackley, na Inglaterra, e Toto Wolff teve de participar por videoconferência, tamanha era a urgência do assunto.
Já Hamilton, por sua vez, não deixou seu time de confiança dentro da Mercedes saber das notícias pela chefia, pela imprensa ou por comunicados oficiais. Na quinta-feira, o piloto levou os funcionários mais próximos para jogar paintball em Brackley, próximo à fábrica da equipe alemã. Durante o evento, o heptacampeão comunicou a eles que estava indo para a Ferrari na temporada 2025. Um ato de classe do piloto, que não estava satisfeito com o tratamento dado pela direção da equipe, que não lhe deu a renovação longa de contrato que ele pretendia no ano passado. Por outro lado, Hamilton sempre respeitou e teve um bom relacionamento com seus engenheiros e mecânicos durante todos os 11 anos – até agora – de sua passagem pela Mercedes na Fórmula 1.
Dentro da Ferrari, como era de se esperar, a notícia foi extremamente comemorada. Frédéric Vasseur, que chefiou Lewis Hamilton no título da GP2 em 2006, sempre foi um entusiasta da contratação. O ponto de resistência, claro, poderia ser Charles Leclerc, primeiro piloto formado em Maranello pela Academia Ferrari a ser efetivado como piloto oficial da equipe na Fórmula 1. Entretanto, o monegasco, que acabou de renovar seu contrato (três anos com opção de mais dois) reagiu bem à notícia e acha que o desafio de enfrentar o heptacampeão dentro da mesma equipe pode fazer com que ele evolua na carreira. Vale lembrar que Hamilton e Leclerc se dão bem e têm uma ótima relação fora das pistas.
Um enorme desafio aguarda Lewis Hamilton em 2025 na Ferrari. A marca italiana se assegurou de fornecer ao heptacampeão tudo o que foi pedido, para que ele tenha o melhor ambiente e as melhores condições de trabalho para levar a equipe do Cavallino Rampante de volta aos dias de glória. Isso faz com que a responsabilidade pelo desempenho no período em que Hamilton ficar no time seja do inglês, que terá carta branca para dar pitaco em tudo lá dentro. Para o bem ou para o mal. O inglês, definitivamente, saiu da zona de conforto. Ao mesmo tempo, isso nunca foi um problema. Agora é ver como esse casamento, talvez o mais importante da história da Fórmula 1, vai se desenrolar a partir de 2025.
Outros Esportes
Brasil e Itália ficam com títulos no Beach Tennis em Sorriso
Published
1 hora agoon
20 de julho de 2026By
Da Redação
Evento reuniu mais de 400 atletas e influenciou a economia local, em especial a rede hoteleira
Brasil e Itália conquistaram, neste domingo, os títulos do masculino e do feminino na segunda edição e a maior edição de evento internacional realizado em Sorriso, com premiação total de US$ 15 mil e 205 pontos no ranking mundial da World Tennis, a Federação Internacional de Tênis.
No masculino, o brasileiro João Fonseca e o italiano Federico Galeazzi venceram o título superando na final os favoritos, os irmãos Hugo e Gustavo Russo, por 2 sets a 1 com parciais de 4/6 7/6 (7/4) 12/10 salvando três match-points: ‘Significa muito para mim esse título, é fruto do trabalho que venho fazendo em Balneário Camboriú com o Franco Morcelli. Agradecer o Galo que é aniversário dele, queria dar esse presente a ele. Difícil de acreditar nesse título”, celebrou Fonseca que terá seu maior ranking ficando perto do top 50. Galeazzi comemorou seu aniversário com o troféu: “Esse resultado é a consequência de todo o trabalho que estamos fazendo e superação, começamos com dificuldade, sem entrosamento, uma dupla nova, mas passamos por todos os obstáculos com muita coragem e mental”.
No feminino o título ficou com a dupla cabeça de chave 2 da italiana Giulia Trippa com a brasileira Raquel Iotte. Elas passaram pelas brasileiras Maria Nakamura e Nicole Crispino com parciais de 6/4 6/2: “Estou muito feliz por esse título, é a casa do meu patrocinador, não poderia ser melhor. Elas fizeram uma campanha absurda, começaram com tudo, mas estávamos preparadas”, disse Trippa.
Iotte celebrou: “É um título que me traz confiança de novo, estava em uma fase sem encaixar com as parceiras, sem os resultados esperados. Essa conquista me dá um alívio para continuar trabalhando e buscar mais. É um título de superação”.
O evento foi jogado e com entrada gratuita na Arena Porto Seguro. Na semana são quase US$ 20 mil distribuídos aos atletas e 255 pontos no ranking mundial da World Tennis.
Além do apoio da Prefeitura e da Câmara do Município, a competição também contou com a parceria da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), bem como a chancela da Federação Mato-grossense de Tênis, da Confederação Brasileira de Tênis e da World Tennis.
“Somos parceiros de eventos de areia, bem como de outros esportes no Município e Sorriso está de parabéns por mais este competição”, comentou o vice-presidente da Câmara de Vereadores, Emerson Farias.
O secretário municipal de Esporte, Lazer e Juventude, Odimar Bianchin destacou a relevância da competição e a presença da torcida nos seis dias de disputa. “Tivemos casa cheia o tempo todo, o que revela o compromisso de Sorriso também se consolidar como capital do Esporte”, contextualizou o gestor, lembrando que a competição reuniu mais de 400 atletas, trazendo reflexos diretos positivos em vários ramos da economia local, em especial a rede hoteleira.
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