MUNDO DA LUTA

Rafael dos Anjos sobre McGregor: “Escolhe as lutas”

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Foto: Getty Images

Ex-campeão dos leves do UFC é convidado da semana no podcast e conta bastidores de rivalidade com Conor McGregor

O convidado do podcast Mundo da Luta nesta semana é o ex-campeão peso-leve do UFC Rafael dos Anjos. Numa resenha animada, o lutador relembrou dos bastidores de algumas de suas lutas mais marcantes – tanto que aconteceram de fato, como as vitórias sobre Nate Diaz e Benson Henderson e a derrota para Kamaru Usman, quanto que não foram realizadas, como a contra Conor McGregor

Rafael ficou marcado tanto pelo título e pelas vitórias quanto pela rivalidade com McGregor que jamais teve fruição. Os dois estiveram escalados para lutarem no UFC 196, em março de 2016, mas o brasileiro foi forçado a sair da luta com menos de duas semanas de antecedência ao quebrar o pé no último sparring antes do evento. Dos Anjos contou os bastidores daquela lesão:

– Fiquei chateado porque não fiz a luta. Até aquele momento, nunca tinha machucado, estava na crista da onda, campeão, o cara vindo de baixo e com um nome bom, ia dar uma luta legal… Essa foi a minha tristeza, foi ter cancelado – disse o lutador.
Desde então, os dois já estiveram próximos de remarcar o duelo algumas vezes, incluindo no UFC 264 em 2021, quando Rafael foi escalado como lutador reserva para o confronto entre McGregor e Dustin Poirier. Ele prefere não especular se um duelo contra o irlandês ainda acontecerá no futuro.
– O Conor pega as lutas dele, né. A hora que ele quer, ele fala, “É você”. Se ele acordar um dia, vir minha foto na internet e falar, “É o Rafael”, sou eu! (risos) Ele é um cara que escolhe as lutas dele.
– Acho que ele está visando agora uma luta para ele ganhar. Acho que, pela minha última performance, ele deve estar, “‘Pô’, está uma luta ruim ainda pra mim, vou esperar passar esse tempo um pouco” (risos) – comentou.

Confira alguns dos pontos altos do bate-papo:

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Title shot após luta contra Nate Diaz

– Logo depois dessa luta, eu ganhei a chance pelo cinturão. A gente estava na coletiva de imprensa e parece que o Pettis ligou para o Dana White, falou, “Eu quero lutar com o Rafael”. E o Dana White, acredito que não tinha planos de me dar a chance pelo cinturão naquele momento, mas o Pettis ligou e um jornalista fez uma pergunta lá bem específica assim, “Mas e aí Dana? Então quem é?” Meio que botou ele numa encurralada, e ele falou, “Então é o Rafael”. Me pegou totalmente (de surpresa).

Contratempos antes de luta contra Kamaru Usman

– O dia que não tiver aquele medo, aquela adrenalina, está na hora de pendurar as luvas. Mas tiveram vários. O Usman foi um. Foi uma parada muito esquisita naquela luta. No dia da luta, meu filho estava com dois meses de idade. Não sei se vocês têm filho… O moleque com dois meses, minha mulher não estava dando leite… (A gente) Não dormia, cara, não dormia. É você e você, um dorme de noite, outro dorme de dia, e assim a gente vai. No meio (do camp) da luta, fizeram uma dedetização na minha casa. Morava num condomínio, e falaram, “Vamos interditar sua casa, temos que fazer dedetização geral”. Eu não posso sair de casa, tenho luta! Tive que fazer uma mudança, tirar todos os móveis de casa, faltando três semanas para a luta.

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Hérnia esportiva na luta contra Paul Felder

– Já fiz aquela luta com o Paul Felder na m***. Não conseguia nem chutar de perna esquerda. Estava com uma hérnia esportiva que ninguém descobria o que era. Não conseguia agachar, não conseguia chutar, não conseguia rolar na cama. Mas eu estava precisando fazer aquela luta, tinha bastante tempo que não lutava. Já saí dali f***. Fui nos médicos nos EUA e ninguém descobriu o que eu tinha. Dr. Lourenço Peixoto aqui no Rio (descobriu), fiz uma ressonância com Manobra de Valsalva, que o médico do UFC nem sabia o que era isso.

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Servidora de Cuiabá é convocada para Mundial de Karatê-Dô

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Ela acumula uma trajetória de 29 anos dedicados ao esporte e já conquistou diversos títulos

A servidora municipal da Educação Nayara Karoline Amarante de Amorim também tem levado o nome da capital mato-grossense para o cenário esportivo nacional e internacional. Atleta de Karatê-Dô Tradicional, faixa-preta 3º Dan e integrante das seleções Mato-Grossense e Brasileira, ela acumula uma trajetória de 29 anos dedicados ao esporte e já conquistou títulos estaduais, nacionais, Pan-Americanos e mundiais.

No mais recente desafio, disputado entre os dias 28 e 30 de agosto, em Curitiba (PR), durante o 37º Campeonato Brasileiro de Karatê-Dô Tradicional, Nayara conquistou uma medalha de ouro e uma de prata, ampliando o histórico de resultados construído ao longo de sua carreira.

Trajetória

A relação da atleta com o karatê começou ainda na infância e está diretamente ligada à história de sua família. Ela cresceu dentro do ambiente do dojô, convivendo desde cedo com o esporte e com os valores transmitidos pela prática.

Aos sete anos de idade, em 2001, Nayara começou a disputar os Campeonatos Brasileiros e, desde então, foi medalhista em todas as edições das quais participou. Ao longo da carreira, soma 22 títulos de campeã brasileira, além de importantes conquistas em competições internacionais.

Entre os resultados de maior destaque está o título de campeã mundial conquistado em Portugal, em 2024. A atleta também possui medalhas de prata e bronze em diferentes edições de Campeonatos Mundiais realizados na Polônia, Eslovênia e no Brasil, em modalidades como Kata Individual e em Equipe, Kumitê Individual e Enbu, disputado em dupla.

O desempenho esportivo também rendeu à atleta o reconhecimento com a Honra ao Mérito Desportivo Cuiabano, homenagem que destaca sua contribuição para o esporte e para a representação da cidade.

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Para o secretário municipal de Esporte e Lazer, Mateus Alves, a trajetória de Nayara representa o potencial transformador do esporte e serve de inspiração para outros cuiabanos.

“A Secretaria Municipal de Esporte vem trabalhando para que histórias como a da servidora Nayara Karoline Amarante de Amorim sejam uma rotina na vida dos nossos cidadãos cuiabanos, pois acreditamos que o esporte é uma das grandes ferramentas de transformação social”, disse.

O secretário também destacou a honra de ter a atleta representando a capital cuiabana. “Quanto à vencedora Nayara Karoline, nos sentimos honrados por uma servidora da casa representar tão bem o nosso município. Que outras vitórias venham e que tudo isso possa continuar inspirando novos atletas cuiabanos”, afirmou.

Para Nayara, representar Cuiabá possui um significado especial, principalmente por ser a cidade onde nasceu e onde também construiu sua trajetória profissional como servidora pública municipal.

“Representar Cuiabá tem um significado muito especial para mim. É a cidade onde nasci e onde, além de atleta, também exerço minha profissão como servidora pública municipal. Então, quando entro em uma competição levando o nome de Cuiabá, Mato Grosso e do Brasil, existe um sentimento de orgulho, pertencimento e responsabilidade muito grande”, destaca.

Segundo a atleta, levar o nome da capital para competições de alto rendimento é também uma forma de mostrar a força do esporte cuiabano.

“É uma alegria e satisfação pessoal poder mostrar que temos atletas daqui competindo em alto nível e levando o nome da nossa cidade para outros lugares do mundo e para o mais alto lugar do pódio”, afirma.

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Novos desafios

Agora, um novo desafio internacional está no horizonte. Nayara foi convocada para integrar a equipe brasileira no 23º Campeonato Mundial de Karatê-Dô, que será realizado no Cairo, no Egito, entre os dias 24 de outubro e 2 de novembro deste ano.

Para viabilizar a participação na competição, a atleta busca investimentos, apoio e recursos necessários para custear sua preparação e presença no Mundial. A meta é voltar a representar Cuiabá e Mato Grosso em uma das principais competições da modalidade.

Por trás das medalhas e títulos, a trajetória da servidora é marcada por anos de treinamento, dedicação, renúncias e desafios. Para ela, os ensinamentos adquiridos no tatame ultrapassam o ambiente esportivo e contribuem para sua formação pessoal e profissional.

Nayara acredita ainda que sua história pode servir de inspiração para outras pessoas encontrarem no esporte uma oportunidade de transformação.

“O esporte é um grande fator de transformação social e humana. Ele contribui para o desenvolvimento de valores como respeito, honra, disciplina, constância, autocontrole e capacidade de continuar mesmo diante dos desafios e dificuldades. São aprendizados que ultrapassam o tatame e que levamos para a vida pessoal, profissional e para a convivência em sociedade”, ressalta.

Para a atleta, o reconhecimento institucional também contribui para fortalecer o esporte em Cuiabá e incentivar novas gerações a ingressarem em diferentes modalidades.

“Esse reconhecimento da Prefeitura de Cuiabá e da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte e Lazer é importantíssimo para o fortalecimento do esporte na nossa cidade, para a valorização dos nossos atletas e para incentivar os cuiabanos e nossos cuiabaninhos a encontrarem no esporte oportunidades de desenvolvimento, formação e transformação”, conclui.

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