PARQUE NOVO MT

Cuiabá recebe corrida noturna de motocross

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Etapa inédita será de 21 a 23 de maio e reunirá mais de 300 pilotos

Cuiabá se prepara para receber pela primeira vez uma corrida noturna de motocross válida pela 4ª etapa do campeonato MX1GP Brasil Sportbay 2026. A programação acontece entre os dias 21 e 23 de maio, no Parque Novo Mato Grosso, com entrada e estacionamento gratuitos para o público.

A etapa começa no dia 21 de maio com atividades de visitação aos boxes e vistorias técnicas. Já nos dias 22 e 23, o público poderá acompanhar treinos oficiais e as provas das diversas categorias, marcando a estreia do motocross noturno no estado.

Segundo a Federação de Motociclismo de Mato Grosso, responsável pela organização local, toda a estrutura de iluminação utilizada será a mesma já instalada no Autódromo Internacional de Mato Grosso, adaptada para competições noturnas. O sistema foi amplamente elogiado em 2025 pelo piloto e campeão da Stock Car, Ricardo Maurício, que afirmou que a iluminação da pista “não existe em nenhum outro lugar do mundo”.

O dirigente da federação, Miguel Vieira Guimarães, destacou ainda a expectativa recorde de participação. “Estamos esperando acima de 300 pilotos, do Brasil inteiro e de mais 22 países. Tem competidores da América Latina quase toda, além de Espanha, Portugal, Hungria, França e outros”, afirmou.

A etapa mato-grossense promete ser uma das mais disputadas da temporada. O campeonato já passou por Canelinha (SC), Ponta Grossa (PR) e Castro (PR) e chega a Cuiabá com forte disputa na elite da modalidade, a categoria MX1.

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“A briga está gigante. Já tivemos três etapas e a disputa segue muito acirrada. A equipe Honda lidera, mas há outras equipes encostando”, completou a organização.

Outro ponto de destaque é a preparação da pista, que já está em fase final de ajustes.

“Já estamos trabalhando na pista e acredito que no fim de semana ela estará pronta. Vamos trocar os refletores por novos equipamentos e deixar tudo preparado para a competição noturna”, explicou um representante.

O calendário do MX1GP Brasil 2026 prevê dez etapas em diferentes regiões do país, mas Cuiabá será a única a contar com corrida noturna oficial. Após a passagem pelo Mato Grosso, o campeonato segue para Palmas (TO), Goiânia (GO), Manaus (AM), Santa Cruz do Capibaribe (PE) e encerra a temporada em setembro, provavelmente no interior de São Paulo.

Em 2025, o Parque Novo Mato Grosso já havia recebido uma etapa do campeonato, mas a prova ocorreu durante o dia, já que a estrutura ainda não estava totalmente apta para corridas noturnas.

Veja cronograma:

Quinta-feira (21/05)

08:00 às 18:00 Box aberto
14:00 às 18:00 Secretaria / Vistoria: Todas as Classes

SEXTA (22/05)

ADMINISTRATIVO
8:00 às 9:30: SECRETARIA
8:00 às 10:00: VISTORIA TÉCNICA: TODAS AS CLASSES

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TREINOS LIVRES E CRONOMETRADOS
10:40 às 11:00: YZ125
11:05 às 11:20: 50cc
11:25 às 11:45: MX2JR
11:50 às 12:05: 65cc
12:10 às 12:30: MX3

MANUTENÇÃO DE PISTA – 60MIN

PROVAS CLASSIFICATÓRIAS
13:30: YZ125 10 min. + 1 volta
13:55: 50cc 10 min. + 1 volta
14:20: MX2JR 10 min. + 1 volta
14:45: 65cc 10 min. + 1 volta
15:10: MX3 10 min. + 1 volta

MANUTENÇÃO DE PISTA – 30 MIN

PROVAS OFICIAIS
16:00: YZ125 20 min. + 2 voltas
16:40: 50cc 15 min. + 2 voltas
17:10: PÓDIO: YZ125 e 50cc

MANUTENÇÃO DE PISTA

19:10: MX2JR 20 min. + 2 voltas
19:50: 65cc 15 min. + 2 voltas
20:30: MX3 20 min. + 2 voltas
21:00: PÓDIO: MX2JR, 65CC E MX3

Sabádo (23/05)

TREINOS LIVRES
10:30 às 10:50: MX2
10:55 às 11:15: MX1
11:20 às 11:40: MX4
11:45 às 12:05: MXJR

TREINOS CRONOMETRADOS
13:00 às 13:20: MX2
13:25 às 13:45: MX1

MANUTENÇÃO DE PISTA – 55MIN

PROVAS CLASSIFICATÓRIAS
13:50: MX4 10 min. + 1 volta
14:15: MXJR 10 min. + 1 volta

MANUTENÇÃO DE PISTA – 30MIN

PROVAS OFICIAIS
15:00: MX2 30 min. + 2 voltas
16:00: MX1 30 min. + 2 voltas

MANUTENÇÃO DE PISTA

19:20: MX4 15 min. + 2 voltas
20:00: MXJR 20 min. + 2 voltas
20:45: PÓDIO: MX4 E MXJR

MANUTENÇÃO DE PISTA – 30MIN

21:00: MX1/MX2 30 min. + 2 voltas
21:45: PÓDIO: MX2 E MX1

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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