ATLETA CUIABANO

Felipe Leonardo é bicampeão brasileiro de jiu-jitsu

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Atleta conquistou cinco finalizações em seis lutas e mira Mundial

O cuiabano Felipe Leonardo, de 22 anos, conquistou o bicampeonato brasileiro consecutivo de jiu-jitsu e chega em alta para a disputa do Campeonato Mundial, marcado para as próximas semanas na Califórnia, nos Estados Unidos.

Atleta da equipe Rotam Cuiabá, Felipe foi campeão brasileiro em 2025 na faixa roxa e repetiu o feito em 2026, já na faixa marrom — considerada uma das categorias mais técnicas e exigentes do esporte. A campanha do título mais recente foi marcada por domínio: foram seis lutas, com cinco vitórias por finalização.

Na decisão, Felipe superou o atual número 1 do ranking da categoria, Alex Vázquez, em um confronto direto entre dois dos principais nomes da divisão. ” Na final, enfrentei o número um do ranking, que havia sido campeão pan-americano este ano. Consegui me sobressair e conquistar o título. É uma competição que só quem luta sabe como é a energia de estar ali”, disse ao ge.

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Além do desempenho no cenário nacional, o atleta também acumula resultados relevantes em competições internacionais. Entre os principais estão o título Pan-Americano de Jiu-Jitsu, o Campeonato Europeu com kimono (Gi) e o terceiro lugar no Campeonato Mundial de 2025, desempenho que reforça sua competitividade em alto nível.

Felipe também destaca o papel da equipe e do projeto social em sua formação esportiva.

— O projeto Jiu-Jitsu Rotam, no bairro Dom Aquino, faz um trabalho excelente. Estou todos os dias aprendendo técnica, corrigindo meu jogo e evoluindo — afirmou.

Com a sequência de bons resultados, o atleta já projeta o próximo desafio. O foco agora está no Campeonato Mundial, que será realizado em Long Beach, na Califórnia.

— Daqui três semanas vou lutar o Mundial. Existe uma grande chance de chegar lá e me tornar o primeiro campeão mundial do estado. Estou muito feliz e motivado para o que vem pela frente — finalizou.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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