DISPUTA EM DOHA

Hugo Calderano dá show, atropela rival e avança firme no Mundial de Tênis de Mesa

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Noushad Thekkayil/NurPhoto via Getty Images

Número 3 do mundo vence por 4 a 0 e encara cazaque na terceira fase nesta quarta-feira (21)

O brasileiro Hugo Calderano mostrou mais uma vez por que está entre os melhores do mundo. Na manhã desta terça-feira (20/5), ele não deu chances ao tunisiano Wassim Essid e venceu com autoridade por 4 sets a 0, com parciais de 11/5, 11/3, 11/5 e 11/4. O resultado garante Calderano na terceira fase do Campeonato Mundial de Tênis de Mesa, que acontece em Doha, no Catar.

Com uma atuação impecável, o número 3 do ranking mundial demonstrou total controle da partida, tanto nas trocas rápidas quanto nas jogadas de saque e recepção. “Foi um bom jogo. O tunisiano é jovem e já mostrou bons resultados no circuito internacional, mas consegui impor o meu ritmo desde o início. Estou muito feliz com a minha atuação”, afirmou Calderano após a vitória.

Próximo desafio: cazaque experiente

Na próxima etapa, Calderano enfrentará o cazaque Kirill Gerassimenko, atual 59º do mundo. O duelo está marcado para esta quarta-feira (21/5), às 10h (horário de Brasília). Embora esteja melhor posicionado no ranking, Calderano sabe que precisa manter o alto nível de desempenho diante de um adversário experiente e competitivo.

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Gerassimenko tem histórico consistente em torneios internacionais e pode representar um desafio mais técnico para o brasileiro. No entanto, o momento favorece Calderano, que vem embalada por conquistas recentes e ótima performance.

Histórico e fase brilhante

Calderano vive uma das melhores fases de sua carreira. Recentemente, conquistou o título da Copa do Mundo em Macau, na China, feito inédito para atletas fora da Ásia ou Europa. Com isso, entrou para a história como o primeiro mesa-tenista de outra região a alcançar tal feito.

Esse desempenho reforça seu protagonismo internacional e aumenta as expectativas para sua participação nas fases seguintes do Mundial. Caso mantenha o ritmo, Calderano se coloca como um dos grandes favoritos ao título em Doha.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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