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Simone Biles homologa salto mais difícil da ginástica feminina

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Simone Biles no Mundial de ginástica artística — Foto: Matthias Hangst/Getty Images

Campeã olímpica retorna às grandes competições com show na classificatória do Mundial e tem quinto elemento batizado com seu nome no código de pontuação com salto Yurchenko Double Pike

Simone Biles impressionou o mundo da ginástica artística ao homologar neste domingo mais um elemento com seu nome. No retorno às competições internacionais após dois anos sabáticos, a americana mostrou por que é considerada por muitos a maior de todos os tempos do esporte. Durante as classificatórias no Mundial da Antuérpia, a ginasta de 26 anos executou um novo salto, um movimento tão difícil que foi registrado com a maior pontuação no código da Federação Internacional de Ginástica (FIG). O Yurchenko Double Pike agora se chama Biles II.

Ovacionada durante toda as apresentações, Simone Biles se manteve focada e mostrou que estava segura de volta à alta performance. Em todos os aparelhos que passou, executou movimentos complexos e acrobacias de alto grau de dificuldade, encaminhando vaga em todas as seis finais. Comandou os Estados Unidos à liderança por equipes (171,395 pontos), além de se colocar na primeira posição no individual geral (58,865), do salto (média de 14,949), da trave (14,566) e do solo (14,633). Só nas barras assimétricas que ficou atrás da compatriota Shilese Jones (14,833 x 14,400).

O Brasil se apresenta na classificatória nesta segunda-feira, às 8h (de Brasília). A equipe é formada por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Júlia Soares e Carolyne Pedro.

O sportv 3 transmite ao vivo todas as finais do Mundial da Antuérpia a partir de terça-feira, e o ge acompanha em tempo real os brasileiros nas disputas por medalhas.

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Na prova do salto, o placar já indicava que Simone Biles iria tentar a homologação do Yurchenko Double Pike, com o valor de 6,40 pontos, validado pelo código de pontuação da FIG. A ginasta fez com precisão o voo. Deu apenas um passo largo para trás na aterrisagem. A presença do técnico Laurent Landi na área de aterrissagem (para segurança da americana) a fez perder meio ponto de execução. Ainda assim tirou um notão: 15,266 pontos. Para disputar a final do aparelho, executou um segundo voo, um Cheng. Não teve a melhor aterrissagem, mas ainda conseguiu 14,633 pontos, ficando com média 14,949.

– Não tem nada de diferente. Ela só repetiu a rotina dela. O ambiente aqui é diferente, mas ela fez o que está acostumada a fazer nos treinamentos. Ser o salto no final do evento foi ótimo. Foi mais fácil para ela poder dar o máximo e conseguir aterrissar com controle da forma como ela fez. Fico feliz que ela tenha conseguido ajustar, pois é muito difícil o que ela fez – disse Landi, que não confirmou se Simone vai voltar a executar o Yurchenko Double Pike nas finais.

Considerado o mais difícil da ginástica feminina, o Biles II – a ginasta tem outra acrobacia registrada também no mesmo aparelho com seu nome – exige uma execução perfeita e em poucos segundos. Simone faz uma entrada de costas na mesa de trampolim, finalizando com um duplo mortal carpado, tudo isso em mais ou menos seis segundos.

Simone estreou o salto em maio de 2021, em um torneio americano, mas precisava acertar o movimento em uma competição internacional para homologá-lo. A intenção era nas Olimpíadas de Tóquio, mas a americana sofreu com o que chamou de “twisties”, uma condição mental que afetava sua percepção corporal no ar e a colocava em risco. Em 2023, fez seu retorno de forma triunfal, colocando seu nome na história da ginástica mais uma vez.

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Simone Biles já batizou outros quatro movimentos (dois no solo, um no salto e um na trave). Com o Yurchenko Double Pike, ela se isolou como a segunda ginasta com mais elementos homologados no código de pontuação, atrás apenas da lenda russa Svetlana Khorkina, que tem oito movimentos com seu nome.

Encontro de Simone Biles e Rebeca Andrade

O Mundial da Antuérpia vai ser apenas a quarta competição de Simone Biles e Rebeca Andrade juntas. Apesar de as duas ginastas dividirem os holofotes da modalidade há quase uma década, lesões da brasileira ou períodos sabáticos da americana fizeram desse encontro algo raro e sempre com algumas ressalvas. Em 2023, as duas podem se reencontrar no pódio no Mundial.

Defendendo o título de campeã mundial, Rebeca chega ao mundial com nova coreografia do solo ao som de Beyoncé e Anitta, revelada durante o treinamento de pódio na Antuérpia. Prata nas barras assimétricas da etapa de Paris da Copa do Mundo no início deste mês, testou uma nova série mais difícil para chegar competitiva em busca de uma medalha no individual geral.

Simone, maior campeã mundial da história, voltou de um longo período sabático recuperando todas as dificuldades de suas séries e dominando as fortes competições nacionais dos Estados Unidos.

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Servidora de Cuiabá é convocada para Mundial de Karatê-Dô

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Ela acumula uma trajetória de 29 anos dedicados ao esporte e já conquistou diversos títulos

A servidora municipal da Educação Nayara Karoline Amarante de Amorim também tem levado o nome da capital mato-grossense para o cenário esportivo nacional e internacional. Atleta de Karatê-Dô Tradicional, faixa-preta 3º Dan e integrante das seleções Mato-Grossense e Brasileira, ela acumula uma trajetória de 29 anos dedicados ao esporte e já conquistou títulos estaduais, nacionais, Pan-Americanos e mundiais.

No mais recente desafio, disputado entre os dias 28 e 30 de agosto, em Curitiba (PR), durante o 37º Campeonato Brasileiro de Karatê-Dô Tradicional, Nayara conquistou uma medalha de ouro e uma de prata, ampliando o histórico de resultados construído ao longo de sua carreira.

Trajetória

A relação da atleta com o karatê começou ainda na infância e está diretamente ligada à história de sua família. Ela cresceu dentro do ambiente do dojô, convivendo desde cedo com o esporte e com os valores transmitidos pela prática.

Aos sete anos de idade, em 2001, Nayara começou a disputar os Campeonatos Brasileiros e, desde então, foi medalhista em todas as edições das quais participou. Ao longo da carreira, soma 22 títulos de campeã brasileira, além de importantes conquistas em competições internacionais.

Entre os resultados de maior destaque está o título de campeã mundial conquistado em Portugal, em 2024. A atleta também possui medalhas de prata e bronze em diferentes edições de Campeonatos Mundiais realizados na Polônia, Eslovênia e no Brasil, em modalidades como Kata Individual e em Equipe, Kumitê Individual e Enbu, disputado em dupla.

O desempenho esportivo também rendeu à atleta o reconhecimento com a Honra ao Mérito Desportivo Cuiabano, homenagem que destaca sua contribuição para o esporte e para a representação da cidade.

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Para o secretário municipal de Esporte e Lazer, Mateus Alves, a trajetória de Nayara representa o potencial transformador do esporte e serve de inspiração para outros cuiabanos.

“A Secretaria Municipal de Esporte vem trabalhando para que histórias como a da servidora Nayara Karoline Amarante de Amorim sejam uma rotina na vida dos nossos cidadãos cuiabanos, pois acreditamos que o esporte é uma das grandes ferramentas de transformação social”, disse.

O secretário também destacou a honra de ter a atleta representando a capital cuiabana. “Quanto à vencedora Nayara Karoline, nos sentimos honrados por uma servidora da casa representar tão bem o nosso município. Que outras vitórias venham e que tudo isso possa continuar inspirando novos atletas cuiabanos”, afirmou.

Para Nayara, representar Cuiabá possui um significado especial, principalmente por ser a cidade onde nasceu e onde também construiu sua trajetória profissional como servidora pública municipal.

“Representar Cuiabá tem um significado muito especial para mim. É a cidade onde nasci e onde, além de atleta, também exerço minha profissão como servidora pública municipal. Então, quando entro em uma competição levando o nome de Cuiabá, Mato Grosso e do Brasil, existe um sentimento de orgulho, pertencimento e responsabilidade muito grande”, destaca.

Segundo a atleta, levar o nome da capital para competições de alto rendimento é também uma forma de mostrar a força do esporte cuiabano.

“É uma alegria e satisfação pessoal poder mostrar que temos atletas daqui competindo em alto nível e levando o nome da nossa cidade para outros lugares do mundo e para o mais alto lugar do pódio”, afirma.

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Novos desafios

Agora, um novo desafio internacional está no horizonte. Nayara foi convocada para integrar a equipe brasileira no 23º Campeonato Mundial de Karatê-Dô, que será realizado no Cairo, no Egito, entre os dias 24 de outubro e 2 de novembro deste ano.

Para viabilizar a participação na competição, a atleta busca investimentos, apoio e recursos necessários para custear sua preparação e presença no Mundial. A meta é voltar a representar Cuiabá e Mato Grosso em uma das principais competições da modalidade.

Por trás das medalhas e títulos, a trajetória da servidora é marcada por anos de treinamento, dedicação, renúncias e desafios. Para ela, os ensinamentos adquiridos no tatame ultrapassam o ambiente esportivo e contribuem para sua formação pessoal e profissional.

Nayara acredita ainda que sua história pode servir de inspiração para outras pessoas encontrarem no esporte uma oportunidade de transformação.

“O esporte é um grande fator de transformação social e humana. Ele contribui para o desenvolvimento de valores como respeito, honra, disciplina, constância, autocontrole e capacidade de continuar mesmo diante dos desafios e dificuldades. São aprendizados que ultrapassam o tatame e que levamos para a vida pessoal, profissional e para a convivência em sociedade”, ressalta.

Para a atleta, o reconhecimento institucional também contribui para fortalecer o esporte em Cuiabá e incentivar novas gerações a ingressarem em diferentes modalidades.

“Esse reconhecimento da Prefeitura de Cuiabá e da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte e Lazer é importantíssimo para o fortalecimento do esporte na nossa cidade, para a valorização dos nossos atletas e para incentivar os cuiabanos e nossos cuiabaninhos a encontrarem no esporte oportunidades de desenvolvimento, formação e transformação”, conclui.

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