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Mato Grosso terá 18 atletas no Brasileiro de Karatê JKA

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Competição em Belém reúne atletas de todo o país

A Associação Centro América de Karatê Shotokan está representando Mato Grosso no XXVI Campeonato Brasileiro JKA 2026, realizado em Belém (PA), com uma delegação formada por 18 atletas de Cuiabá e Várzea Grande. A competição teve início na última quarta-feira (22) e segue até domingo (26), reunindo praticantes de diversas regiões do país em um dos principais eventos do calendário nacional da modalidade.

O campeonato integra a programação do Curso Internacional de Karatê-Do JKA 2026 e também marca a realização de uma copa comemorativa pelos 80 anos do Shihan Yoshizo Machida, figura de destaque no karatê tradicional. Além das disputas, o evento conta com atividades técnicas e a presença de grandes nomes da modalidade, o que amplia sua relevância esportiva e formativa.

Para Mato Grosso, a participação tem peso ainda maior por se tratar de uma competição com caráter classificatório, sendo o primeiro grande compromisso do ano para os atletas da JKA. A delegação viajou acompanhada por equipe técnica, composta por professores e treinadores responsáveis pela preparação dos competidores.

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De acordo com o sensei Rodrigo, a expectativa é positiva diante do trabalho desenvolvido nos últimos meses. Segundo ele, a equipe chega confiante após um período intenso de treinos.

“Estamos levando uma delegação com 18 atletas de Cuiabá e Várzea Grande para o Campeonato Brasileiro da JKA, em Belém, e a nossa expectativa é muito alta. É um evento de grande importância para o karatê, com curso internacional, presença de grandes nomes da modalidade e também caráter classificatório. A equipe vem se preparando bem para representar o Mato Grosso da melhor forma possível”, destacou.

A preparação dos atletas também contou com reforço no condicionamento físico, conforme explicou o sensei Cleyton Júnior. Ele ressaltou que o grupo passou por um treinamento complementar, visando melhorar o desempenho dentro e fora dos tatames.

“Esse ano teve um diferencial, que é a preparação física extra karatê, e isso tem sido muito importante, não só para o campeonato da JKA, mas também para outras competições. As expectativas são muito boas”, afirmou.

A sensei Cintia Ribeiro, que integra a delegação como auxiliar técnica, enfatizou o clima de motivação entre os participantes. Para ela, a experiência vai além da competição.

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“Estamos muito animados para participar do campeonato e do curso em Belém. A expectativa é grande e seguimos nos preparando com muito foco e dedicação”, disse.

Já o sensei José Humberto destacou a continuidade do trabalho após competições anteriores. Segundo ele, o planejamento foi retomado imediatamente com foco no campeonato nacional.

“Os atletas estão bem preparados e motivados. Sabemos que é um evento de alto nível, mas temos condições de fazer uma boa participação”, avaliou.

A programação acontece no complexo esportivo do Mangueirão, incluindo o Ginásio Mangueirinho, e contará com a presença de importantes referências do karatê tradicional, como Yoshizo Machida, Tatsuya Naka, do Japão, e Chinzo Machida, dos Estados Unidos.

A participação da delegação mato-grossense conta com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), além do Governo de Mato Grosso, que viabilizou o deslocamento dos atletas até a capital paraense.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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