FISICULTURISMO

Atleta mato-grossense vence Arnold Classic

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De Barra do Garças, Lucas Amaral supera 24 concorrentes

O atleta de Barra do Garças, Lucas Amaral conquistou um dos títulos mais relevantes do fisiculturismo sul-americano. venceu a categoria Bodybuilder Open Super Pesado (acima de 102 kg) durante o Arnold Classic South America, realizado em São Paulo, no último fim de semana, dentro do Arnold Sports Festival South America.

Lucas que também é personal trainer superou outros 24 competidores e garantiu lugar entre os principais fisiculturistas amadores do continente.

O Arnold Classic é considerado a segunda competição mais importante do mundo no fisiculturismo, atrás apenas do Mr. Olympia.

– Esse título representa muito mais do que uma vitória. É o resultado de anos de trabalho, disciplina e constância. Ele coloca o atleta em um nível muito alto dentro do esporte. É um reconhecimento de que todo o processo valeu a pena – afirmou.

A competição foi disputada em etapa única, dividida entre as prévias — com todos os inscritos — e a final, reservada aos cinco melhores classificados. Para participar, os atletas precisam ser filiados à National Physique Committee (NPC) e ter passagem por competições classificatórias.

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Lucas garantiu vaga ao vencer o Classic Contest Goiânia, no início do mês. A preparação específica para o Arnold Classic durou quatro meses, dentro de uma trajetória de dez anos no fisiculturismo.

Natural de Itaberaí-GO, Lucas vive em Barra do Garças há cinco anos e vê na própria trajetória uma forma de impulsionar o esporte fora dos grandes centros.

”Tem um peso muito grande representar Barra do Garças. É uma cidade que não tem tradição no fisiculturismo, mas que atualmente tem muitos entusiastas e colegas que estão começando no esporte. Quando as pessoas veem alguém da mesma cidade conquistando espaço, passam a acreditar mais”.

Com 25 anos dedicados à musculação e 11 anos competindo, Lucas construiu um currículo consistente. É tetracampeão goiano, bicampeão mato-grossense e vice-campeão brasileiro.

Nos últimos doze meses, acumulou resultados expressivos: em 2025, venceu a categoria peso pesado e o overall do Classic Contest Goiânia, além de conquistar o segundo lugar no Muscle Contest Nacional e no Master Brasil.

Já no início de 2026, voltou a vencer o Classic Contest Goiânia, novamente com título na categoria peso pesado e no overall.

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Com o título sul-americano, o atleta já mira novos desafios. Ao lado do treinador, começa a planejar a participação, a partir de agosto, em um Pro Qualifier — competição que dá acesso ao fisiculturismo profissional.

– Esse título chega em um momento muito importante da minha carreira como atleta. Hoje estou em um nível onde cada competição define o próximo passo. Vencer o Arnold me coloca mais próximo de me tornar atleta profissional. É um divisor de águas. Mostra que eu estou competitivo não só no cenário regional, mas também no cenário nacional e até internacional – destacou.

 

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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