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Mato-grossense conquista ouro no Campeonato Europeu de Jiu-jitsu

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Foto: Cida Rodrigues

Felipe Leonardo iniciou as práticas esportivas em projeto social atendido pelo programa Pontos de Esporte e Lazer da Secel

O mato-grossense Felipe Leonardo conquistou ouro no Campeonato Europeu De Jiu-Jitsu, realizado em Roma, na Itália, no último final de semana. Natural de Cuiabá, o atleta iniciou as práticas esportivas no projeto social Jiu-Jitsu Rotam, que é atendido pelo programa Pontos de Esporte e Lazer da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

De acordo com o coordenador do projeto social Jiu-Jitsu Rotam, o sargento da Polícia Militar Victor Paz, os recursos do programa Pontos de Esporte e Lazer são destinados à compra de uniformes e equipamentos.

“A gente consegue manter a qualidade dos treinos, consegue ter material para continuar treinando-os, porque a gente tem que dar condição para o atleta treinar, um espaço legal e equipamentos”, explica o sargento.

A organização social da Polícia Militar atende atualmente cerca de 600 crianças e adolescentes, sendo grande parte pertencentes a famílias carentes de Cuiabá e região. As atividades envolvem as modalidades de jiu-jitsu, cujos treinos acontecem no bairro Dom Aquino, e de futebol, na região do Coxipó.
Para o campeão Europeu, Felipe Leonardo, o projeto social foi a porta de entrada para várias conquistas em sua vida.

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“Eu entrei no projeto quando tinha 08 anos, então o esporte me acompanhou em diversas fases da minha vida. E o esporte acaba oferecendo tudo aquilo que uma pessoa pode querer: disciplina, respeito e educação. Graças a ele conheci outros lugares, cidades, Estados, países e culturas diferentes”.
Felipe menciona ainda que foi por meio do esporte que ele conseguiu estudar em um colégio particular e fazer faculdade, onde atualmente estuda Educação Física e pretende ensinar o jiu-jitsu para as crianças.

Programa Pontes de Esporte e Lazer

O programa tem como objetivo financiar projetos esportivos realizados por Organizações da Sociedade Civil (OSCs) por meio de recursos que podem ser usados para aquisição de materiais, equipamentos esportivos, confecção de uniformes, contratação de professores e outros.
Em 2024, o edital Pontos de Esporte e Lazer contemplou 70 instituições de vários municípios do Estado, com R$ 40 mil para cada uma.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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