MATO-GROSSENSES

Equipe de cheerleading busca apoio para ir ao Canadá

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Em dezembro, o grupo conquistou o primeiro lugar no Cheerfest

A equipe Diamonds All Star, de Cuiabá, vive o momento mais marcante de sua trajetória no cheerleading. Em dezembro de 2025, o grupo conquistou o primeiro lugar no Cheerfest, competição internacional realizada no Rio de Janeiro, alcançando um feito inédito para o estado de Mato Grosso.

Para a head coach Larissa Keitally, a vitória simboliza muito mais do que o título. “Foi o resultado de muita luta, superação e sonhos que muitas vezes pareciam distantes. Mais do que um troféu, essa vitória representa a força de um grupo que acredita no que faz”, destacou.
O desempenho de destaque rendeu à equipe um convite para disputar a AIA Global Tournament, no Canadá, competição que reúne times de alto nível do cheerleading mundial. “Foi uma surpresa emocionante e, ao mesmo tempo, a confirmação de que estamos no caminho certo. É a chance de levar nosso sonho ainda mais longe e mostrar a força do nosso estado”, completou Larissa.
Apesar da conquista, o novo desafio traz obstáculos. Sem patrocínio fixo, as 16 atletas precisam arcar com custos elevados, como passagens, hospedagem, alimentação, inscrições e toda a logística da viagem internacional. Segundo a treinadora, a realidade do esporte na região exige esforço coletivo constante. “A maior parte desses investimentos é assumida pelas próprias atletas e suas famílias, que conciliam trabalho, estudos e treinos para manter esse projeto vivo”, explicou.
Agora, a Diamonds All Star busca apoio para transformar o convite em realidade. A equipe aposta na mobilização da população e na parceria com empresas para viabilizar a participação no torneio. “Cada ajuda, cada convite e cada parceria nos aproxima desse sonho”, finalizou Larissa.
Com a oportunidade inédita, o grupo pode se tornar a primeira equipe de Mato Grosso a representar o estado em uma competição internacional de cheerleading — e levar o nome de Cuiabá ao cenário mundial.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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