SELEÇÃO BRASILEIRA

Yaras vencem a China e seguem na briga por vaga nas quartas do Mundial de Rugby Sevens

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ALEX HO/WORLD RUGBY/DIREITOS RESERVADOS

Após derrota para os EUA, seleção feminina do Brasil reage em Hong Kong e mira classificação entre as oito melhores do circuito mundial 2024/25

 

Depois de um início difícil contra os Estados Unidos, a seleção brasileira feminina de rugby sevens, as Yaras, deu a volta por cima e venceu a China nesta sexta-feira (28), em Hong Kong, pela quinta etapa do circuito mundial 2024/25. Com o resultado, o Brasil mantém vivas as chances de avançar às quartas de final do torneio.

No primeiro jogo do dia, as Yaras enfrentaram os Estados Unidos, quarta colocada no ranking, e apesar de um bom início, acabaram superadas por 31 a 12. A resposta veio em grande estilo na segunda partida, com uma atuação sólida diante da China, resultado que reforça a evolução da equipe sob o comando da treinadora neozelandesa Crystal Kaua.

“Começamos bem contra os Estados Unidos, mas não finalizamos como gostaríamos. Corrigimos os detalhes e conseguimos uma ótima vitória sobre a China”, avaliou Crystal, que está no cargo há cinco meses. “Não quero que elas joguem como outras seleções. Quero construir com base na identidade delas”, completou.

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As brasileiras voltam a campo nesta sexta, às 1h57 (horário de Brasília), para encarar a Nova Zelândia — atual campeã olímpica e líder do circuito. O desafio é grande, mas a confiança está em alta após o desempenho histórico na última etapa, em fevereiro, no Canadá, quando o Brasil terminou em quinto lugar, a melhor posição de sua história, com vitórias sobre potências como Austrália, Espanha e Grã-Bretanha.

Atualmente na nona colocação geral, as Yaras buscam um lugar entre as oito melhores seleções ao fim da sexta etapa, marcada para os dias 5 e 6 de abril, em Singapura. As equipes abaixo dessa faixa terão de disputar um torneio de repescagem com seleções da segunda divisão para seguir na elite da modalidade.

No grupo A, o Brasil enfrenta China, Estados Unidos e Nova Zelândia. Já as outras chaves têm França, Grã-Bretanha e Irlanda (grupo B); e Austrália, Canadá, Espanha e Japão (grupo C). De acordo com o regulamento, avançam às quartas as duas melhores de cada grupo e as duas melhores terceiras colocadas.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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