GRANDE CONQUISTA

Uirapuru recebe Certificado de Clube Formador da CBF

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Antes, somente o Cuiabá tinha o reconhecimento em Mato Grosso

A Associação Desportiva Uirapuru alcançou um importante marco em sua trajetória na formação de atletas. O clube recebeu o Certificado de Clube Formador (CCF), concedido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), tornando-se o segundo clube de Mato Grosso a obter o reconhecimento, que atesta o cumprimento de critérios técnicos, estruturais, administrativos e legais exigidos para a formação de atletas.

O Certificado de Clube Formador é concedido às entidades que comprovam oferecer condições adequadas para o desenvolvimento esportivo e social dos jovens atletas, atendendo exigências relacionadas à infraestrutura, assistência médica, acompanhamento educacional, participação em competições oficiais e garantia dos direitos previstos na legislação esportiva.

Além de reconhecer a qualidade do trabalho desenvolvido nas categorias de base, a certificação garante ao clube direitos previstos na legislação, como a indenização por formação e mecanismos de proteção aos atletas revelados.

Com validade até 31 de janeiro de 2027, o documento emitido pela CBF confirma que o Uirapuru atende a todos os requisitos estabelecidos para ser reconhecido oficialmente como organização esportiva formadora.

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A conquista representa um avanço não apenas para o clube, mas também para o futebol mato-grossense. Com mais uma instituição reconhecida pela CBF, Mato Grosso fortalece sua estrutura de formação de atletas, amplia a credibilidade das categorias de base e consolida um ambiente cada vez mais preparado para o desenvolvimento de jovens talentos. O reconhecimento também incentiva investimentos na formação esportiva e contribui para que os clubes do estado tenham maior segurança jurídica no processo de desenvolvimento de seus atletas.

Fundado em 1974, o Uirapuru construiu sua identidade justamente na formação esportiva. Ao longo de mais de cinco décadas, tornou-se uma das principais referências de Mato Grosso no desenvolvimento de crianças e adolescentes, revelando atletas que alcançaram o cenário nacional e contribuindo para o fortalecimento do esporte no estado. O trabalho desenvolvido pelo clube ganhou notoriedade pela valorização da base, tornando o Uirapuru um dos principais celeiros de talentos mato-grossenses.

Ao longo de sua história, o clube consolidou uma metodologia voltada à formação humana e esportiva, priorizando o desenvolvimento técnico dos atletas sem abrir mão da educação e da inclusão social. A conquista do Certificado de Clube Formador chancela esse trabalho realizado há mais de 50 anos e coloca o Uirapuru em um seleto grupo de instituições reconhecidas pela CBF por atenderem aos rigorosos critérios exigidos para a formação de atletas no país.

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Com a certificação, o Uirapuru fortalece ainda mais seu projeto esportivo e amplia sua contribuição para o desenvolvimento do futebol de base em Mato Grosso. O reconhecimento representa para além de uma conquista institucional, mas também o resultado de décadas de dedicação à formação de atletas, consolidando o clube como uma das principais referências do estado na revelação de talentos para o futebol brasileiro.

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Presidente do Campo Novo vira réu por suposta oferta de R$ 13 mil

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Denúncia foi recebida pelo presidente da Corte Samuel Franco Dalia Neto, no último dia 25 de junho

O presidente do Campo Novo Futebol Clube, Alexsandro de Melo Silva, é réu no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MT) por suposta manipulação de resultados de jogos em Mato Grosso. Denúncia foi recebida pelo presidente da Corte Samuel Franco Dalia Neto, no último dia 25 de junho e, ontem (21), ocorreu a primeira audiência de instrução e julgamento do caso na sede da Federação Mato-grossense de Futebol, cujo resultado ainda não foi divulgado.

Caso foi remetido ao Tribunal após o presidente do Santa Cruz Esporte Clube confeccionar boletim de ocorrência registrando que teria sido procurado por Alexsandro para “entregar” um jogo em Campo Novo, tendo sido ofertado a ele entre R$ 5 a 8 mil para a execução da empreitada delituosa, sendo que outros R$ 8 mil seriam remetidos para quatro atletas fazerem “corpo mole” durante o duelo entre as equipes, ocorrido em 18 de abril deste ano, pela 2ª Divisão do Estadual.

Além disso, o delegado da partida em que o Sorriso aplicou 9 a 0 contra o Campo Novo, ocorrida em 1º de maio, alegou que Alexsandro lhe disse na beira do gramado que seus jogadores eram aliciados e direcionados a se vender diante da pressão de um possível “comando”, e relacionou isso às casas de apostas (“bets”), acrescentando que não poderia fazer nada a respeito.

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No boletim e em depoimento ao TJD, o presidente do Santa Cruz anotou que Alexsandro teria lhe oferecido “uma coisa boa”, pedindo para entregar o resultado do jogo. Não bastasse, ele relatou que Silva o procurou insistentemente por ligações, além de ter ido até Barra do Bugres para insistir na proposta pessoalmente, alegando que “essas coisas não dão em nada” e que já ocorriam há anos.

Em junho, Alexsandro depôs à Justiça Desportiva. Ele confessou conhecer esquemas de aliciamento de jogadores, engendrado por empresários interessados nas apostas, garantindo que fora intimidado e ameaçado por facções para escalar certos atletas vinculados às supostas fraudes. Acrescentou ainda que não pediu para o presidente do Santa Cruz entregar o duelo, mas apenas teria tentado o alertar sobre os possíveis jogadores e empresários envolvidos. “Isso. Tomar cuidado porque as bets estavam por ali”, disse Silva.

Embora o Auditor Processante tenha considerado que não houve prova de que o resultado de campo foi efetivamente alterado, a Procuradoria da Justiça Desportiva ofereceu denúncia contra ele por infrações formais, sustentando que ele poderia ter incorrido nos artigos 242 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, os quais penalizam aqueles que derem ou prometerem vantagem indevida ou atuarem para fraudar o resultado.

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A procuradoria considerou que ele atuou como vetor de degradação da integridade esportiva, bem como confessou ao Delegado sua plena ciência e engajamento no aliciamento que ocorria em seu plantel. “Em sede de depoimento perante este Tribunal (fls. 50), o denunciado admitiu os atos de aproximação e suborno, buscando exilar sua responsabilidade sob o pálio de uma suposta coação moral irresistível exercida por organizações criminosas”. Os termos do processo foi obtido com exclusividade pelo Olhar Jurídico.

Diante disso, a procuradoria pede seja aplicada a pena máxima a Alexsandro, com seu banimento do seio do desporto. Ele ainda poderá ter que pagar multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Ainda não há julgamento definitivo. Procurado, o presidente do Campo Novo não respondeu o Olhar Jurídico até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto. A Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), por meio do seu presidente Diogo Pécora, garantiu que adotou as providências necessárias e acionou o Tribunal assim que tomou ciência dos fatos.

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