Atacante do Real Madrid alega desgaste físico e mental e pede para não ser convocado por Carlo Ancelotti
Na primeira convocação oficial de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira, uma ausência chamou atenção além da já esperada de Neymar. O atacante Rodrygo, do Real Madrid, não apareceu entre os 25 nomes chamados para os confrontos contra Equador e Paraguai, válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. O motivo? Um pedido pessoal do próprio jogador, que vive um momento turbulento na reta final da temporada europeia.
Rodrygo teria solicitado ao treinador que fosse poupado da convocação, citando cansaço físico e principalmente desgaste mental. O atacante não entrou em campo na última partida do Real Madrid na temporada — justamente a despedida de Ancelotti do comando da equipe merengue — e já havia sido substituído no intervalo do “El Clásico” que decidiu a Copa do Rei, vencida pelo Barcelona por 3 a 2.
Momento delicado no Real Madrid pesa na decisão
A fase final da temporada foi marcada por instabilidade para Rodrygo. O camisa 11 sofreu com críticas da imprensa espanhola, viu rumores sobre uma possível saída ganharem força e perdeu espaço nas decisões. Seus números, apesar disso, demonstram relevância: foram 51 partidas, 15 gols e 9 assistências com a camisa do Real.
A ausência no jogo contra a Real Sociedad, em que Ancelotti se despediu do clube, simboliza o abalo emocional do atleta neste momento. Mesmo com uma trajetória vitoriosa ao lado do treinador italiano — juntos conquistaram duas Champions League, o Campeonato Espanhol, o Mundial de Clubes e outros títulos —, o cenário recente falou mais alto.
Ancelotti entende o momento e preserva o atleta
A boa relação construída entre técnico e jogador pesou para que o pedido de Rodrygo fosse aceito sem maiores conflitos. Ancelotti, que desembarca na Seleção com grande expectativa e promessa de renovação, parece disposto a respeitar o momento individual de seus comandados.
Para os duelos contra Equador e Paraguai, ele apostou em outras opções ofensivas, sinalizando que o ciclo ainda está aberto — e que Rodrygo, quando estiver pronto, deve retomar seu espaço naturalmente. A ausência agora é estratégica, mas não definitiva.