Julgamento sobre possível manipulação de apostas é concluído, mas sentença que pode afastar o brasileiro dos gramados ainda será mantida em sigilo.
O processo que pode definir o futuro de Lucas Paquetá no futebol foi concluído, mas o veredito final será divulgado apenas entre um a dois meses, conforme informações do The Guardian. O atraso na divulgação irritou o West Ham, clube inglês que conta com o brasileiro de 27 anos em seu elenco.
A audiência começou em março e foi retomada em maio, sem que a Federação Inglesa (FA) conseguisse finalizar o julgamento no prazo de três semanas inicialmente previsto. Enquanto aguarda a sentença, Paquetá segue atuando normalmente.
Acusações graves e impacto potencial
Lucas Paquetá foi denunciado em maio de 2024 por má conduta envolvendo apostas esportivas. Segundo a acusação, ele teria forçado a aplicação de cartões amarelos em quatro jogos do West Ham entre 2022 e 2023. Os incidentes ocorreram contra Leicester, Aston Villa, Leeds e Bournemouth, com apostas concentradas em seu bairro natal, na Ilha de Paquetá, feitas via Betway, patrocinadora oficial do clube londrino.
A denúncia se baseia na Regra E5.1 da FA, que proíbe qualquer tentativa de influenciar irregularmente o andamento ou resultado de uma partida. A Federação pede o banimento do meia dos campos, o que pode representar uma suspensão global caso a punição seja referendada pela FIFA.
Possíveis caminhos e recursos
Caso seja punido, Lucas Paquetá poderá recorrer à própria FA e, em última instância, à Corte Arbitral do Esporte (CAS). Se a sanção for restrita ao Reino Unido, o jogador ainda poderia atuar em outros mercados internacionais. No entanto, caso a FIFA amplie a pena, Paquetá estaria afastado de qualquer competição oficial ao redor do mundo.
Enquanto o desfecho não é oficializado, o jogador da Seleção Brasileira continua em campo, mas com o futuro em suspenso e sob intensa pressão.