Documento assinado por 19 federações cobra mudanças estruturais no futebol brasileiro, defende descentralização e pede fim da instabilidade na entidade
Diante do clima de instabilidade que paira sobre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), 19 federações estaduais assinaram, nesta quinta-feira (15/5), um manifesto conjunto pedindo renovação na gestão do futebol nacional. O documento, que não menciona diretamente o nome de Ednaldo Rodrigues, presidente afastado por decisão judicial, defende uma nova etapa na condução da entidade e reforça a necessidade de reformas estruturais.
O manifesto intitulado “Pela Estabilidade, Renovação e Descentralização do Futebol Brasileiro” foi divulgado após o afastamento de Ednaldo e durante o período em que Fernando Sarney, atual vice-presidente mais antigo, ocupa a presidência interina e deve conduzir as eleições extraordinárias para o comando da entidade.
Pontos centrais do manifesto: descentralização, governança e fim da judicialização
O texto destaca a necessidade de superar a “judicialização crônica” que afeta a CBF e propõe uma agenda baseada em calendário equilibrado, arbitragem profissionalizada, melhoria dos gramados, segurança nos estádios e governança transparente.
As federações criticam o modelo excessivamente centralizado da CBF, que, segundo o grupo, sufoca a autonomia das entidades regionais. O manifesto propõe a construção de uma nova candidatura para a Presidência e Vice-Presidências da CBF, comprometida com uma estrutura mais democrática, integrada e participativa.
“Queremos uma CBF forte, querida por dentro, admirada por fora — e novamente amada por todos que fazem do futebol a alma do nosso país”, finaliza o texto.
Federações que assinam e as ausentes
Assinaram o manifesto os presidentes das federações dos seguintes estados: Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Ceará, Sergipe, Rondônia, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Ficam de fora da mobilização, ao menos por enquanto, os estados de Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco, indicando divisões internas no cenário político da CBF.