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Xadrez se consolida como ferramenta pedagógica

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Foto: Semed

Transformando aprendizado e conectando estudantes em diferentes escolas

Reconhecido há séculos como o “jogo dos reis”, o xadrez sempre esteve ligado à paciência, ao pensamento estratégico e à inteligência. Na Rede Municipal, porém, ele foi além desse significado tradicional e se consolidou como uma importante ferramenta de transformação pessoal e desenvolvimento humano. Desde 2023, a modalidade passou a integrar a grade curricular como disciplina complementar, por meio do projeto “Jogos de Tabuleiro: estratégia, diversão e aprendizado”, ampliando as possibilidades de aprendizagem e oferecendo aos estudantes experiências que vão muito além das regras e dos movimentos do jogo.

Atualmente, alunos das escolas Primavera e Matilde Luiza Zanatta Gomes participam ativamente das atividades, fortalecendo o xadrez como uma prática já incorporada à identidade educacional dessas unidades. Com a crescente demanda e o interesse cada vez maior dos estudantes, o projeto foi ampliado neste ano, passando a contemplar turmas do 4º ao 9º ano. Para impulsionar ainda mais a iniciativa, a parceria com o Cartório Primavera e a empresa Delicious Fish possibilitou a entrega de camisas padronizadas, relógios digitais e novos kits de jogo, garantindo aulas mais estruturadas e produtivas.

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No ambiente escolar, a prática constante do xadrez tem promovido mudanças significativas. O contato com o jogo estimula a memória, a concentração e a capacidade de tomada de decisão. A necessidade de relembrar estratégias e reconhecer padrões no tabuleiro desenvolve habilidades essenciais. Além disso, o aspecto cognitivo é trabalhado de forma orgânica, ensinando que o planejamento cuidadoso traz melhores resultados do que ações precipitadas.

A capacidade de dedução e o pensamento crítico também são aprimorados, uma vez que o jogador precisa antecipar os movimentos do adversário. Outro ganho fundamental é o controle emocional. Os alunos aprendem a lidar com a frustração das derrotas, compreendendo-as como parte do processo de aprendizado. A socialização ocorre naturalmente durante as partidas, fomentando o respeito mútuo, a ética e a competição saudável.

Para a secretária de Educação, Adriana Reichert, o xadrez se destaca como uma ferramenta pedagógica que contribui para o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, especialmente pelo estímulo ao raciocínio lógico e à concentração. Segundo ela, a proposta é ampliar gradualmente a metodologia para outras unidades da rede municipal. “A inclusão do xadrez na grade curricular atua como um catalisador para o aprendizado. É uma ferramenta que desenvolve o raciocínio lógico e a concentração, refletindo diretamente no desempenho em outras disciplinas”, frisa.

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A professora Vanusa Lopes, responsável por conduzir o projeto no município, observa no cotidiano os reflexos dessa atividade. “Os estudantes que praticam xadrez tendem a demonstrar maior atenção nas aulas de matemática, mais criatividade nas atividades de língua portuguesa e uma postura mais colaborativa nos trabalhos em grupo. Além disso, o xadrez também ensina o respeito às regras e ao adversário, valores fundamentais na formação de cidadãos. O efeito não é isolado; ele permeia toda a experiência escolar”, afirma.

Para valorizar a iniciativa, ao final de cada ano letivo, é promovido um torneio de xadrez aberto a todos os alunos do Ensino Fundamental, promovendo a integração entre a comunidade escolar e as famílias, que são convidadas a prestigiar o evento, como ressalta a professora Vanusa.

“A competição chega como o momento de coroar todo o aprendizado construído ao longo do ano, celebrando o empenho e a evolução de cada aluno”, finaliza.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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