RITMO ACELERADO

Cuiabá chega a 39 quadras revitalizadas

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Recuperação de espaços esportivos é destaque na gestão atual

A Prefeitura de Cuiabá segue ampliando a recuperação de espaços esportivos e atingiu a marca de 39 quadras revitalizadas. A entrega mais recente ocorreu no último fim de semana, nos dias 18 e 19 de abril, com a revitalização completa da quadra do bairro Parque Ohara, na região do Coxipó. O espaço recebeu melhorias no gradil, na iluminação e pintura geral, em obra executada com recursos da própria Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Para o secretário Jefferson Neves, a intervenção reforça o compromisso da gestão em recuperar estruturas existentes e devolvê-las à população com qualidade, garantindo locais adequados para a prática esportiva e o convívio comunitário.

Com essa entrega, a Prefeitura de Cuiabá alcança a marca de 39 quadras esportivas revitalizadas entre 2025 e abril de 2026, em ações conduzidas pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. O número consolida o avanço de uma política pública voltada à recuperação de espaços comunitários, com intervenções distribuídas por diferentes regiões da capital.

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As revitalizações incluem serviços como limpeza geral, recuperação de pisos e estruturas, pintura, substituição de equipamentos esportivos, melhoria da iluminação e, em alguns casos, poda de árvores e reforço na segurança. O objetivo é devolver condições de uso a áreas que, em muitos bairros, estavam há anos sem manutenção adequada.

Somente em 2026, já foram entregues 18 espaços, ampliando o alcance das ações iniciadas no ano anterior. O cronograma deste ano contemplou bairros como Planalto, Tijucal, Poção, Goiabeiras, Parque Cuiabá, Porto, CPA IV, São Sebastião, Novo Terceiro, Silva Freire, Parque Atalaia, Ribeirão da Ponte, Baú e Quilombo, entre outros.

De acordo com o secretário Jefferson Neves, o trabalho segue uma diretriz de recuperar estruturas já existentes para que voltem a cumprir sua função social. “Muitas dessas quadras ficaram anos sem manutenção. Nosso compromisso é devolver esses espaços com qualidade, para que sejam novamente utilizados pelas comunidades”, afirmou.

As intervenções contam com diferentes frentes de apoio, incluindo recursos da própria secretaria, parcerias com outros órgãos municipais e articulação com vereadores, que contribuem com emendas e suporte operacional. Esse modelo tem permitido ampliar o número de entregas e acelerar o atendimento das demandas locais.

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O balanço também evidencia a capilaridade das ações. Em 2025, bairros como Pedregal, Pascoal Ramos, CPA I, Alvorada, Jardim Imperial, Pedra 90, Boa Esperança, Jardim Gramado e Jardim Araçá estiveram entre os contemplados. Já em 2026, o avanço seguiu por novas regiões, mantendo ritmo contínuo de entregas.

Além da recuperação física, a gestão municipal aponta impactos no cotidiano das comunidades. A reocupação desses espaços por crianças, jovens e famílias é vista como um dos principais resultados, ao estimular a prática esportiva e a convivência social em áreas públicas.

A meta anunciada pela secretaria é ampliar ainda mais o número de quadras revitalizadas ao longo do ano, mantendo a estratégia de atuação descentralizada e priorizando regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica e maior demanda por infraestrutura esportiva.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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