CIDADE EM MOVIMENTO

Pedal da Semob ocorre nesta terça em Cuiabá

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Foto: Divulgação

Saída marcada para as 20h, na Orla do Porto II

O Pedal da Semob movimenta as ruas de Cuiabá nesta terça-feira, dia 28 de abril, com expectativa de reunir centenas de participantes e se consolidar como uma iniciativa que vai além do esporte: promove integração social, incentiva hábitos saudáveis e ainda gera impacto no comércio local ao longo do percurso.

Com a concentração a partir das 19h e saída marcada para as 20h, na Orla do Porto II, o passeio ciclístico terá trajeto de 22 quilômetros até a loja D’TUDO, onde os participantes serão recebidos com frutas e caldo de feijão. A proposta mantém o formato acessível que tem caracterizado o projeto ao longo dos anos, reunindo desde ciclistas iniciantes até praticantes mais experientes.

Segundo a secretária adjunta de Esportes e Atividades de Rua, Regivânia Alves Venâncio, o evento vem registrando crescimento contínuo e já se aproxima de uma década de existência. “O projeto começou com um número pequeno de participantes, mas hoje, dependendo do trajeto, temos entre 350 e 400 ciclistas. Na última edição, por exemplo, contamos com 360 pessoas”, afirmou.

A organização destaca que a segurança é um dos pilares do evento. O trajeto é planejado previamente, priorizando vias em melhores condições e com fluxo controlado. Durante o percurso, equipes da Secretaria de Mobilidade Urbana, do Batalhão de Trânsito e agentes municipais acompanham os ciclistas com viaturas e motocicletas. “Garantimos que ninguém ficará para trás. Caso alguém não consiga concluir o percurso, há suporte para o retorno com segurança”, explicou a secretária.

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Outro aspecto que chama atenção é o caráter inclusivo do Pedal da Semob. O evento reúne famílias, idosos e pessoas com deficiência, como integrantes do grupo Pedal Além da Visão, formado por ciclistas com deficiência visual. “Reforçamos sempre o cuidado coletivo, especialmente com esses grupos, que encontram no ciclismo uma forma de inclusão e convivência”, destacou Regivânia.

Entre os participantes frequentes está o aposentado Neri, de 87 anos, que há cinco anos integra o projeto e completa o percurso regularmente. Histórias como a dele ajudam a explicar a adesão crescente de pessoas que buscam não apenas atividade física, mas também bem-estar emocional e social.

Para muitos ciclistas, o evento representa mais do que lazer. A auxiliar administrativa Carla Mendes, que participa há cerca de um ano, relata mudanças na rotina. “Comecei por curiosidade e hoje não perco. Melhorou minha saúde e também fiz amizades. O único desafio, às vezes, é o horário, mas ainda assim vale a pena”, comentou.

Além do impacto social, o Pedal da Semob também movimenta a economia local. Comerciantes nos pontos de parada e no destino final costumam registrar aumento no fluxo de clientes durante as edições. “Quando escolhemos um percurso, também pensamos em como isso pode fortalecer o comércio e as feiras locais”, explicou a secretária.

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O projeto, que já promoveu edições especiais em regiões como Coxipó do Ouro, Guia e Águaçu, também tem forte viés solidário. Em eventos anteriores, foram arrecadadas toneladas de alimentos destinados a instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade.

Aberto ao público, o Pedal não exige inscrição prévia. A orientação é que os participantes utilizem vestimentas claras, capacete e mantenham a bicicleta com sinalização adequada, como lanterna ou faróis dianteiro e traseiro, além de pneus calibrados.

Ao transformar as ruas em espaços de convivência, o Pedal da Semob reforça o papel do ciclismo como ferramenta de inclusão, saúde e ocupação urbana, ao mesmo tempo em que evidencia desafios comuns às grandes cidades, como infraestrutura e segurança, que seguem no centro do debate sobre mobilidade.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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