EM CUIABÁ

Escola da Comunidade integra bairros e abre espaços esportivos

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A iniciativa atende cerca de 2 mil pessoas em diferentes unidades da rede

A comunidade do bairro Jardim Comodoro e região tem encontrado na EMEB Tereza de Benguela, em Cuiabá, um espaço de encontro, cuidado e promoção da saúde no período noturno, reunindo cerca de 50 pessoas por dia em atividades que fortalecem o bem-estar físico e emocional dos participantes. A unidade abre as portas de segunda a sexta-feira, das 18h às 20h30, oferecendo práticas físicas e esportivas, com a participação de mães, avós e tios de estudantes.

Por meio do Projeto Escola da Comunidade, famílias dos bairros Jardim Comodoro, Nossa Senhora Aparecida, Parque Cuiabá e Parque Geórgia ocupam a escola fora do horário regular de aula para participar de um circuito de atividades que estimula o bem-estar, com exercícios como flexão, caminhada acelerada, entre outros.

No espaço escolar, a iniciativa fortalece os laços entre a unidade de ensino e a comunidade.

Para muitas participantes, o projeto representa mais que exercício físico. É uma oportunidade de cuidado com a saúde e também de socialização. Mariana Santos conta que estava sedentária e enfrenta ansiedade. “Encontrei apoio no projeto. Ter esse exercício aqui na comunidade ajuda bastante, porque a gente não precisa pagar academia. Foi muito importante ter isso no nosso bairro”, afirmou.

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Karine Paiva destaca que já participou em outras ocasiões e percebe benefícios tanto na saúde quanto na convivência. “Não é só a questão do exercício, mas o entrosamento das mulheres. Está ajudando muita gente. Como é todas as noites, acaba incentivando a gente a não faltar”, relatou.

No primeiro dia de participação, Katiane Maria da Silva também aprovou a experiência. “Já passei dos 40 e estava sedentária. É muito importante para a nossa saúde. Dá aquela canseira, mas dá vontade de continuar”, disse.

Mãe de aluna da escola, Ariane Baena reforça a importância da abertura da unidade para além do horário regular de aulas. “É uma forma de sair de casa, cuidar da saúde e ainda trazer as crianças para socializar e brincar. É muito importante para nós, pais de alunos”, destacou.

O diretor da escola, Márcio Santos, explica que o projeto tem fortalecido o papel social da unidade. “Já deixou de ser apenas atividade física. Hoje é um momento de encontro, para relaxar e melhorar a qualidade de vida. A maioria vem com os filhos, porque temos parquinho e espaço para eles também. É um projeto para a família”, afirmou.

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A iniciativa desenvolvida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, já atende cerca de 2 mil pessoas em diferentes unidades da rede, com previsão de expansão para até 22 escolas ao longo do ano.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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