GINÁSTICA

Brasil se consolida como potência da GR com bronze na Romênia

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Foto: Divulgação

No sábado (15), a seleção brasileira de ginástica rítmica conquistou a medalha de bronze na etapa de Cluj-Napoca, na Romênia, da Challenge Cup. O conjunto formado por Bárbara Galvão, Deborah Medrado, Duda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira e Victória Borges, somou 64.500 pontos. A Itália, com 70.050, foi campeã e a Bulgária, com 66.250, ficou a prata.

A Challange Cup é uma competição da elite da Federação Internacional da modalidade (FIG) ficando abaixo apenas da Copa do Mundo no circuito mundial.

Já nas disputas individuais, Geovanna santos terminou na sétima colocação, melhor posição já obtida por uma brasileira. Bárbara Domingos fechou na 12 posição na disputa.

O Brasil tem se saído muito bem na temporada. Em março, o conjunto foi bronze de forma inédita no geral da etapa de Atenas da Copa do Mundo. No individual, Barbara Domingos conquistou o primeiro bronze individual verde e amarelo na etapa búlgara da Copa do Mundo e ouro inédito no Grand Prix de Thiais, na França.

Depois de conquistar a medalha de ouro na série de cinco arcos da etapa inaugural da World Challenge Cup, em Portimão, em maio, o Brasil voltou com tudo para a segunda etapa, em Cluj-Napoca, na Romênia. Neste sábado, o conjunto comandado pela treinadora Camila Ferezin já conquistou o bronze no conjunto geral, ao somar 64.550 pontos, ficando atrás apenas de Itália (70.050) e Bulgária (66.250).

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Nas últimas semanas, Camila vinha priorizando os treinamentos na série mista (três fitas e duas bolas), a fim de obter um rendimento mais homogêneo no geral. Afinal, na etapa de Portugal, o Brasil conquistou o ouro na série de cinco arcos, mas ficou em décimo na mista.

“Estamos muito feliz por estarmos ganhando consistência nos resultados. Isso é fruto de um trabalho de longo prazo e de muito esforço. Ultimamente temos dedicado 70% do nosso tempo de treinamento para melhorar o rendimento no misto. Nesta etapa, felizmente conseguimos aproximar os resultados”, disse Camila.

Camila se disse particularmente feliz porque o bronze veio mesmo com dois erros graves – um na série de cinco arcos e outro na mista. A tendência, segundo ela, é que o conjunto brasileiro, já mais solto depois da estreia, consiga resultados ainda melhores nas finais das duas séries, neste domingo.

“Nas finais, se conseguirmos executar sem grandes falhas, acredito que possamos obter resultados expressivos”, projetou a treinadora.

Nas disputas individuais, o Brasil também conseguiu excelentes resultados.  Geovanna Santos, a Jojô, ficou na sétima colocação no individual geral, somando 121.950 pontos. Trata-se do melhor resultado de uma brasileira, compreendendo o histórico em etapas da Copa do Mundo e da World Challenge Cup.

Como se não bastasse, Bárbara Domingos ficou na 12ª posição (119.500). É a primeira vez em que o Brasil emplaca duas representantes no individual geral numa competição dessa envergadura.

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RESULTADOS

CONJUNTO GERAL

1) Itália – 70.050

2) Bulgária – 66.250

3) BRASIL – 64.550

4) Polônia – 64.250

5) Ucrânia – 63.850

6) Alemanha – 63.450

7) França – 60.800

8) Uzbequistão – 59.150

 

CINCO ARCOS – CLASSIFICATÓRIA

1) Itália – 36.550

2) Bulgária – 34.900

3) BRASIL – 34.450

4) Ucrânia – 34.400

5) Alemanha – 32.750

6) México – 32.400

7) Polônia – 32.200

8) Uzbequistão – 31.550

 

SÉRIE MISTA – CLASSIFICATÓRIA

1) Itália – 33.500

2) Polônia – 32.050

3) Bulgária – 31.350

4) Alemanha – 30.700

5) BRASIL – 30.100

6) França – 29.500

7) Ucrânia – 29.400

8) México – 28.150

 

CLASSIFICATÓRIA – INDIVIDUAL

ARCO

1) Sofia Raffaeli – Itália – 35.450

2) Viktoria Onoprienko – Ucrânia – 33.750

3) Darja Varfolomeev – Alemanha – 33.700

4) Margarita Kolosov – Alemanha – 32.750

5) Eva Brezalieva – Bulgária – 32.450

 

GINÁSTICA RÍTMICA DE CONJUNTO

Ginastas: Bárbara Galvão, Deborah Medrado, Duda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira, Victória Borges

Treinadora: Camila Ferezin

Assistente: Bruna Martins

 

GINÁSTICA RÍTMICA INDIVIDUAL

Ginastas: Bárbara Domingos e Geovanna Santos

Treinadoras: Márcia Naves e Gizela Batista

A Confederção Brasileira de Ginástica é patrocinada pelas LOTERIAS CAIXA.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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