Afastado pelo TJ-RJ, dirigente anuncia que não recorrerá ao STF e envia mensagem de transição ao sucessor Samir Xaud
Ednaldo Rodrigues não é mais presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e decidiu, nesta segunda-feira (19/5), encerrar sua disputa judicial pelo cargo. Em petição enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o dirigente afirmou que não participará das novas eleições e tampouco apoiará qualquer candidatura. Com isso, encerra-se oficialmente um ciclo marcado por tensões internas, intervenções judiciais e acusações sobre irregularidades na condução do seu mandato.
A saída ocorre após o STF rejeitar, no domingo (18/5), o recurso que buscava sua recondução. Desde a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), na última quinta-feira (15), que afastou Ednaldo, a entidade está sob intervenção, com Fernando Sarney como presidente interino e responsável por convocar novas eleições, agendadas para o dia 25 de maio.
Mensagem de transição e recado ao futuro gestor
Em nota assinada por sua defesa, Ednaldo declarou que sua decisão é um gesto “sereno e consciente”, com o objetivo de preservar sua honra e a estabilidade da CBF. O ex-presidente também desejou sucesso ao futuro mandatário e reforçou seu compromisso com a legalidade e a ética institucional.
O nome mais cotado e amplamente apoiado para assumir a presidência é o de Samir Xaud, atual presidente da Federação Roraimense de Futebol. Com apoio de 26 das 27 federações estaduais e de dez clubes, Xaud deve ser eleito por aclamação.
Samir Xaud: o novo rosto da CBF
Aos 41 anos, Samir Xaud se apresentou como o próximo líder do futebol nacional. Médico com especializações em infectologia e medicina esportiva, ele tem histórico de gestão pública como secretário de saúde e presidente do Sindicato dos Médicos de Roraima. Conseguiu articular politicamente a retirada de outros concorrentes, como Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista.
A renúncia de Ednaldo encerra uma trajetória iniciada em 2021, quando assumiu o cargo após o afastamento de Rogério Caboclo. Reeleito por unanimidade em março de 2025, ele agora vê sua presidência ser interrompida em meio a denúncias de irregularidades e um cenário institucional fragilizado, abrindo caminho para uma nova fase na CBF.