HISTÓRIA DA SELEÇÃO

Ancelotti quebra tabu e entra para a história como 4º estrangeiro a treinar o Brasil

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David Ramos/Getty Images

Italiano consagrado assume a Amarelinha e se junta a grupo raro de técnicos estrangeiros no comando da Seleção

O anúncio de Carlo Ancelotti como novo técnico da Seleção Brasileira marca um raro momento na história do futebol nacional: ele é apenas o quarto estrangeiro a assumir o comando técnico da equipe. A aposta no treinador italiano quebra uma tradição fortemente enraizada de técnicos brasileiros à frente da Amarelinha. Antes dele, apenas três estrangeiros ocuparam o cargo — o uruguaio Ramón Platero (1925), o português Joreca (1944) e o argentino Filpo Nuñez (1965).

Breve retrospecto dos técnicos estrangeiros no Brasil

Ramón Platero foi o primeiro não-brasileiro a treinar a Seleção. Vice-campeão do Sul-Americano de 1925 (atual Copa América), foi também o único estrangeiro a dirigir o Brasil em competição oficial. Já Joreca e Filpo Nuñez comandaram a equipe em amistosos pontuais. Platero, que também treinou Fluminense, Flamengo e Vasco, teve papel de destaque na profissionalização do futebol brasileiro em seus primeiros anos. A chegada de Ancelotti, no entanto, se dá em um cenário diferente: com contrato até a Copa do Mundo de 2026 e objetivos ambiciosos.

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Um multicampeão à frente da Amarelinha

Com 30 títulos na carreira, incluindo cinco Champions League — recorde absoluto —, Carlo Ancelotti chega ao Brasil credenciado como o treinador mais vitorioso do futebol mundial. Em 2024, foi eleito o melhor técnico do mundo pela FIFA e pela revista France Football. Também é o único a conquistar as cinco principais ligas da Europa: Itália, Inglaterra, Alemanha, França e Espanha. Sua missão agora é repetir esse sucesso à frente da Seleção Brasileira e conduzir o time à conquista do hexa na Copa de 2026.

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Futebol Profissional

Cruzeiro vence a Chapecoense e está nas quartas de final da Copa do Brasil

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O Cruzeiro derrotou a Chapecoense por 2 a 0 nesta quarta-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte, e garantiu uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. A equipe mineira aproveitou a vantagem numérica no segundo tempo para confirmar a classificação, após o empate sem gols no jogo de ida das oitavas de final.

Com o resultado, o Cruzeiro permanece na disputa pelo título e agora aguarda o sorteio que definirá seu adversário na próxima fase. A Chapecoense, por sua vez, está eliminada da competição nacional.

Cruzeiro domina e abre o placar no fim do primeiro tempo

O time celeste controlou as ações durante a etapa inicial e conseguiu transformar a superioridade em gol aos 45 minutos. Após uma jogada construída pelo lado direito, Arroyo fez o passe para trás e Fabrício Bruno encontrou Matheuzinho dentro da área. O atacante apareceu bem posicionado e cabeceou para vencer o goleiro Anderson.

A situação da Chapecoense se complicou ainda antes do intervalo. Nos acréscimos, Max cometeu uma falta dura em Rojas, no campo de defesa do Cruzeiro, e recebeu cartão vermelho direto. Com isso, a equipe catarinense passou a jogar com um atleta a menos durante todo o segundo tempo.

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Kaio Jorge marca e confirma a classificação

O Cruzeiro chegou a ampliar logo no começo da etapa final, quando Kaio Jorge aproveitou um rebote e mandou a bola para as redes. O lance, no entanto, foi invalidado por impedimento. Pouco depois, o atacante voltou a levar perigo, mas finalizou na trave.

Na reta final da partida, Kaio Jorge finalmente marcou o segundo gol cruzeirense. O camisa 19 invadiu a área e sofreu pênalti após ser atingido por Camilo. O próprio atacante assumiu a cobrança e converteu, garantindo a vitória por 2 a 0 e a presença do Cruzeiro entre os oito melhores times da Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA
Placar Cruzeiro 2 x 0 Chapecoense
Competição Copa do Brasil — oitavas de final, jogo de volta
Local Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data 5 de agosto de 2026, quarta-feira
Horário 19h, de Brasília
Cartões amarelos Anderson, Doma, Camilo e Marcinho (Chapecoense)
Cartões vermelhos Max (Chapecoense)
Gols Matheuzinho, aos 45 minutos do primeiro tempo (Cruzeiro); Kaio Jorge, aos 40 minutos do segundo tempo (Cruzeiro)
Cruzeiro Otávio; William, Fabrício Bruno, João Marcelo e Gabriel Rojas; Gerson, Matheus Henrique e Matheus Pereira; Arroyo, Kaio Jorge e Kenji. Técnico: Artur Jorge.
Chapecoense Anderson; Bruno Tubarão, Eduardo Doma, Rafael Thyere e Bruno Pacheco; Camilo, Fernando, Max Alves e Giovanni Augusto; Marcinho e Rubens. Técnico: Rafael Lacerda.

Fonte: Esportes

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