Jogador brasileiro é acusado de manipular cartões amarelos para favorecer apostadores; julgamento pode levar ao banimento mundial
Lucas Paquetá, meia do West Ham e da Seleção Brasileira, enfrenta momentos delicados enquanto aguarda a sentença de um julgamento que pode determinar seu banimento do futebol. A acusação da Federação Inglesa (FA) é grave: manipular cartões amarelos para beneficiar um esquema de apostas esportivas. O processo, iniciado em 17 de março, revelou impactos emocionais profundos no atleta.
De acordo com o jornal Daily Mail, Paquetá acreditava que a resolução ocorreria em no máximo três semanas. Porém, o caso se arrastou, acentuando o desgaste psicológico. “Ninguém tem considerado o estresse que ele e sua família estão sofrendo”, revelou uma fonte do clube inglês.
O ápice da tensão ficou visível no último domingo (4/5), quando Paquetá chorou em campo ao receber um cartão amarelo durante o empate em 1 a 1 contra o Tottenham. Após o episódio, foi substituído por Coufal.
Clube demonstra preocupação e vê cenário desfavorável
Internamente, o West Ham estaria apreensivo com o desfecho. Fontes do clube afirmam que o julgamento usa o critério jurídico de “equilíbrio de probabilidades” — menos rigoroso do que “além de qualquer dúvida razoável” —, o que pode aumentar o risco de condenação.
Segundo o Daily Mail, há preocupação com o futuro do jogador e como a decisão poderá impactar sua carreira e a imagem do clube.
Sentença adiada e possibilidades de recurso
A sentença definitiva deve demorar. O julgamento foi adiado e só deve ser retomado após junho, devido à agenda dos advogados envolvidos. Enquanto isso, Paquetá segue apto a jogar.
Mesmo em caso de condenação, ele poderá recorrer tanto à própria FA quanto à Corte Arbitral do Esporte (CAS). Se a punição for restrita ao Reino Unido, ele ainda poderia atuar em outros países. No entanto, caso a FIFA endosse a sanção, Paquetá enfrentará um possível banimento global — um cenário que ameaça drasticamente sua trajetória no futebol.