Clube paulista identifica suspeito de gesto racista contra torcida do Cerro Porteño e promete punição exemplar
Durante a partida entre Palmeiras e Cerro Porteño pela Copa Libertadores, realizada na quarta-feira (9/4), no Allianz Parque, um episódio lamentável de racismo veio à tona. Um torcedor com casaco do Palmeiras foi flagrado imitando gestos de macaco em direção à torcida paraguaia. As imagens rapidamente circularam nas redes sociais, gerando indignação.
Em nota oficial publicada nesta quinta-feira (10/4), o clube paulista repudiou veementemente o ocorrido e informou que está utilizando seu sistema de biometria facial e câmeras de segurança para identificar o autor do ato. O torcedor será banido da plataforma de compra de ingressos do clube e, se for integrante do programa Avanti, será excluído.
Medidas Rigorosas e Tolerância Zero ao Preconceito
O Palmeiras também confirmou que registrará um Boletim de Ocorrência para assegurar a apuração completa do caso. “Não toleramos condutas preconceituosas, especialmente em nossa casa, e seguiremos empenhados em extirpar dos estádios sul-americanos toda e qualquer forma de discriminação”, diz trecho da nota.
A postura firme do clube reflete uma tentativa de combater o racismo estrutural ainda presente nas arquibancadas sul-americanas. A direção alviverde reforçou o compromisso com a inclusão e o respeito, destacando que atos discriminatórios não serão ignorados, tampouco tratados com condescendência.
Histórico de Conflitos Raciais entre Palmeiras e Cerro Porteño
Infelizmente, o episódio mais recente não é isolado. Em 2023, o então jogador Bruno Tabata denunciou ofensas racistas de torcedores do Cerro Porteño durante uma partida no Paraguai. Curiosamente, o atleta também acabou punido pela Conmebol por fazer gesto semelhante em resposta às provocações.
Mais recentemente, em março de 2025, jogadores do Palmeiras Sub-20 também foram vítimas de racismo em jogo contra o clube paraguaio. Um torcedor do Cerro, com uma criança nos braços, repetiu os mesmos gestos ofensivos em direção aos jovens atletas Figueiredo e Luighi.
A repetição de casos envolvendo os mesmos clubes acende um alerta sobre a urgência de ações coordenadas e punitivas por parte das entidades esportivas.