Clube brasileiro denuncia gesto racista de torcedor peruano após vitória na estreia da Libertadores e cobra ação firme da Conmebol
Mais um episódio lamentável de racismo marcou a Copa Libertadores. Após a vitória do Palmeiras por 3 a 2 sobre o Sporting Cristal, no Peru, na noite desta quinta-feira (3/4), um torcedor da equipe peruana foi flagrado imitando gestos de macaco em direção à torcida palmeirense. O crime foi registrado em vídeo e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, gerando revolta e repúdio.
Palmeiras se posiciona com veemência: “Racismo é crime”
Diante do ocorrido, o Palmeiras emitiu nota oficial repudiando o ato e cobrando medidas imediatas das autoridades peruanas, da Conmebol e do clube mandante. “É desgastante que, semana após semana, tenhamos de nos manifestar em razão de atos racistas praticados em jogos de futebol”, destacou o clube. O texto classifica a repetição desses ataques como resultado da impunidade e cobra ações eficazes: “Que o Sporting Cristal, as autoridades de segurança pública do Peru e a Conmebol tomem as devidas providências. Do contrário, gestos como os de hoje continuarão se repetindo.”
A mensagem reforça o compromisso do Verdão com a luta contra o racismo: “Seguimos leais ao nosso compromisso de lutar contra toda e qualquer forma de discriminação. Racismo não é provocação. Racismo é crime!”
Reincidência expõe falhas no combate à discriminação
Este não é um caso isolado. Recentemente, o atacante Luighi, do próprio Palmeiras, foi alvo de ofensas racistas durante a Libertadores Sub-20, no Paraguai. A recorrência de episódios semelhantes expõe a fragilidade das medidas adotadas até o momento pelas entidades que regem o futebol sul-americano. Apesar da vitória em campo, o episódio reacende a urgência de um posicionamento firme por parte da Conmebol diante de crimes que seguem se repetindo impunemente nas arquibancadas do continente.