Evangelos Marinakis, empresário com negócios no Brasil, Inglaterra e Grécia, é acusado de ligação com organização criminosa de torcedores
O empresário Evangelos Marinakis, conhecido internacionalmente por ser proprietário dos clubes Olympiakos (Grécia) e Nottingham Forest (Inglaterra), está no centro de uma investigação judicial na Grécia, ao mesmo tempo em que negocia uma parceria com as categorias de base do São Paulo Futebol Clube. Ele será julgado por suposta ligação com atos de violência relacionados ao esporte.
A investigação ganhou notoriedade após a morte de um policial, atingido por um sinalizador durante confrontos entre torcedores do Olympiakos e forças de segurança. O episódio ocorreu em dezembro de 2023, nos arredores de um jogo de vôlei entre Olympiakos e Panathinaikos. Além de Marinakis, quatro membros do conselho do clube grego também são réus no processo.
Acusações e defesa
As autoridades gregas acusam Marinakis e os demais dirigentes de apoio a uma organização criminosa associada a torcidas organizadas do Olympiakos. A defesa, no entanto, nega veementemente as acusações. “A acusação é totalmente infundada”, afirmou o advogado do empresário à agência Reuters.
Marinakis, figura influente nos negócios e na política gregos, respondeu publicamente às acusações, denunciando o que considera ser uma perseguição orquestrada: “É um esforço coordenado, mas desesperado, para me silenciar”, declarou, apontando suposta interferência do governo grego na mídia e no judiciário do país.
Expectativa e impacto no Brasil
Apesar da gravidade das acusações, a data do julgamento ainda não foi definida. Enquanto isso, Marinakis segue ativo nos bastidores do futebol, incluindo tratativas com o São Paulo para um possível investimento na base do clube, o que pode incluir intercâmbio de atletas e estrutura de formação.
O envolvimento do empresário em uma investigação dessa natureza levanta questionamentos sobre os impactos reputacionais e jurídicos para clubes parceiros, como o próprio São Paulo. Internamente, o caso começa a ser acompanhado com cautela por dirigentes brasileiros, atentos à repercussão internacional do episódio.