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Thiago Wild leva virada de Nishioka e se despede de Roland Garros

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Brasileiro começa bem a partida, mas perde intensidade e leva pneu no quinto set em Paris

Durante um bom tempo, Thiago Wild parecia ter o jogo em mãos. Aos poucos, porém, as pernas pesaram. Ao perder intensidade, viu o japonês Yoshihito Nishioka crescer. De virada, o brasileiro, número 172 do mundo, caiu para o 33° do ranking e deu adeus a Roland Garros na terceira rodada: 3 sets a 2, parciais 3/6, 7/6, 2/6, 6/4 e 6/0.

Com a derrota de Thiago, o Brasil segue com o jejum em Roland Garros. A última vez que o país teve um tenista nas oitavas de final da chave de simples masculina do Grand Slam foi em 2010, com Thomaz Bellucci. À época, foi eliminado por Rafael Nadal, que conquistaria seu quinto título em Paris.

Thiago Wild se despede de Roland Garros depois de vitórias expressivas em sua primeira participação na chave principal. O brasileiro venceu o russo Daniil Medvedev, número 2 do mundo, na primeira rodada e passou pelo argentino Guido Pella, ex-top 20, na sequência.

Depois do bom início em Roland Garros, Wild viu a briga judicial com sua ex-namorada, Thayane Lima, voltar aos holofotes. Dois processos no Ministério Público do Rio de Janeiro chegaram a ser abertos para investigar acusações, um de violência doméstica e psicológica e outro de danos morais. Os dois foram arquivados. Um terceiro, no entanto, ainda está em andamento e corre em segredo de Justiça. Wild também move um outro processo contra a ex.

1° set – Wild se impõe e sai na frente
Thiago Wild teve um início seguro. Com um saque firme e sem abrir espaço para Nishioka, o brasileiro confirmou seu primeiro serviço com certa tranquilidade. O japonês devolveu à mesma forma na sequência. Naquele começo de jogo, os dois tenistas testavam os limites do rival com ataques forçados. Wild teve a primeira chance de quebra no sexto game, mas desperdiçou. Na segunda, logo depois, aproveitou. Marcou 5/3 e viu o rival se irritar na sequência, jogando sua raquete ao chão. De nada adiantou. O brasileiro seguiu agressivo e fechou o set em 6/3.

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2° set – Wild desperdiça chances e leva o empate
Os dois confirmaram seus serviços na volta à quadra. Em sua primeira chance de quebra na parcial, no terceiro game, Wild não conseguiu aproveitar. Mas o brasileiro teve paciência. Mesclando bolas ao fundo com boas largadas, o tenista chegou à quebra no sétimo game, marcando 4/3. Nishioka, porém, respondeu de forma imediata ao devolver a quebra em sua primeira chance na partida.

Por um momento, o japonês pareceu assumir o controle do jogo. Não foi bem assim. Ao não concordar com uma marcação do juiz, Nishioka se irritou e reclamou muito em quadra depois de Wild abrir 6/5. Mas o descontrole do rival teve efeitos no próprio brasileiro. Wild viu Nishioka ressurgir e conseguir a quebra para forçar o tie-break. Foi a vez de o brasileiro se irritar e quebrar a própria raquete. No desempate, o brasileiro teve três set points, mas sacou mal e abriu espaço para a reação do japonês, que virou. Wild ainda salvou dois set points, mas levou a pior: 7/6 (8).

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3° set – Wild volta ao jogo e vence a parcial
Nishioka teve a chance de quebra logo no primeiro game do terceiro set, mas desperdiçou. O brasileiro não demorou tanto para se recuperar da queda na parcial anterior. Ao conseguir a quebra na sequência e confirmar seu serviço logo depois, largou com 3/0 na conta. A partir daí, Wild conseguiu controlar bem a partida. Chegou à segunda quebra no último game para fechar em 6/2.

4º set – Wild perde intensidade, e Nishioka deixa tudo igual
Nishioka saiu na frente com uma quebra depois de uma dupla-falta de Wild. Não era o melhor momento para o brasileiro no jogo. O japonês voltou a ter chance de quebra no quinto game, mas Wild conseguiu evitar. Nishioka conseguiu controlar bem sua vantagem diante da queda de intensidade do rival. E, até com certa folga, fechou o set em 6/4 e se manteve firme na briga.

5° set – Thiago Wild entrega os pontos e cai para Nishioka
Wild viu Nishioka acelerar na volta para o quinto set. O japonês abriu 40/0 e pressionou o saque do brasileiro. Wild reagiu no game, mas não conseguiu evitar a quebra depois de nove minutos: 1/0. A força nos golpes já não era a mesma do início do jogo, nem mesmo a velocidade de deslocamento. Do outro lado, Nishioka aproveitou e passou a dominar o duelo com tranquilidade. Abriu 3/0 com mais uma quebra. Já não havia reação. Com extrema facilidade, o japonês fechou o jogo com um pneu: 6/0.

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Cris Cyborg conquista cinturão no boxe e desafia Claressa Shields

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Brasileira segue invicta na modalidade e faz oferta milionária para encarar lutadora americana

Cris Cyborg adicionou mais um cinturão à sua premiada carreira de lutadora. Neste sábado, ela derrotou a colombiana Paulina Cardona por nocaute técnico no segundo round e conquistou o título mundial da WIBA (Women’s International Boxing Association) na divisão dos super-meio-médios. O duelo foi realizado em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.

Com a vitória, Cyborg manteve sua invencibilidade na modalidade, onde soma oito vitórias. E o cinturão conquistado se junta à uma coleção invejável no MMA, onde possui os títulos do UFC, Strikeforce, PFL, Invicta e Bellator.

Após o triunfo, a brasileira lançou um desafio através de suas redes sociais à Claressa Shields, um dos grandes nomes do boxe feminino.

“8-0 no boxe. Campeã mundial WIBA na categoria de 154 libras. Claressa Shields, você me desafiou para uma luta na categoria de 154 libras (antes de eu ter qualquer experiência no boxe). Estou aqui. Estou disposta a subir para 72kg (160 libras) para lutar com você. Estou disposta a te oferecer dois milhões de dólares pela luta, mas a luta precisa acontecer antes do fim do ano. Você fala que é a GWOAT (maior lutadora de todos os tempos). Se você não aceitar, essa sigla passa a significar “a mulher mais boba de todos os tempos”.”

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