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Secel abre inscrições para Jogos Paralímpicos e Paradesportivos 2026

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Competição será realizada em Cáceres e reunirá atletas com deficiência de todo o Estado em oito modalidades

Estão abertas as inscrições para os Jogos Paralímpicos e Paradesportivos Mato-Grossenses 2026, principal competição do calendário estadual voltada a atletas com deficiência. Promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), em parceria com a Prefeitura de Cáceres, o evento será realizado entre os dias 3 e 8 de agosto e deve reunir delegações de municípios mato-grossenses em disputas que valorizam a inclusão, o desenvolvimento esportivo e a descoberta de novos talentos.

As inscrições seguem até o dia 26 de junho e devem ser realizadas pelos órgãos gestores municipais por meio de formulário eletrônico disponível no site da Secel.

A competição contará com disputas nas modalidades de atletismo, goalball, tênis de mesa, bocha, badminton, halterofilismo, judô e jiu-jitsu.

Os jogos serão disputados nas categorias Escolar e Absoluto, contemplando atletas dos gêneros masculino e feminino com deficiência física, visual, síndrome de Down e deficiência intelectual.

Na categoria Escolar, poderão participar estudantes regularmente matriculados em instituições públicas ou privadas de ensino fundamental, médio ou educação especial. “Na modalidade de halterofilismo, podem participar atletas a partir de 14 anos, enquanto no atletismo e demais modalidades competem atletas a partir de 11 anos, observados os critérios específicos estabelecidos em cada regulamento”, esclarece a coordenadora de Esporte de Inclusão da Secel, Thais Luchesi.

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O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura, destacou que a abertura das inscrições representa mais uma oportunidade para fortalecer o paradesporto em Mato Grosso e ampliar o acesso ao esporte para pessoas com deficiência em todas as regiões do estado.

“Os Jogos Paralímpicos e Paradesportivos Mato-Grossenses são uma importante ferramenta de inclusão social e de desenvolvimento esportivo. Além de revelar talentos, a competição promove integração, autoestima e oportunidades para atletas que representam seus municípios com dedicação e superação. Nosso objetivo é ampliar cada vez mais a participação e fortalecer a política pública voltada ao paradesporto em Mato Grosso”, destaca.

Além do caráter competitivo, o evento tem papel estratégico na formação de atletas e na preparação para competições de maior abrangência, com pontuação no ranking nacional. As delegações interessadas deverão encaminhar o Termo de Adesão ao setor da Coordenadoria de Esporte de Inclusão da Secel dentro dos prazos estabelecidos pelo regulamento.

A participação também exige o cumprimento dos critérios de elegibilidade e classificação funcional previstos pelas entidades responsáveis por cada deficiência, especialmente nos casos de atletas com deficiência visual e intelectual. A credencial oficial será obrigatória para atletas, técnicos e dirigentes e deverá ser retirada pelos chefes de delegação no dia 3 de agosto, em Cáceres, antes do início das competições.

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Mais informações podem ser obtidas na Coordenadoria de Esporte de Inclusão da Secel pelo e-mail [email protected].

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Escola da Comunidade reúne até 120 moradores

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Foto: Botof

Em Cuiabá, o Escola da Comunidade atende cerca de 2 mil pessoas e tem previsão de alcançar até 23 unidades escolares em 2026

A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Lenine de Campos, no bairro Jardim União, reúne de 100 a 120 moradores por dia em atividades gratuitas de esporte e lazer oferecidas pelo programa Escola da Comunidade. Nesta terça-feira (15), crianças, jovens e adultos participaram da programação noturna, com opções de ginástica funcional, futsal e vôlei.

Desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o programa utiliza os espaços das unidades municipais fora do horário das aulas. Na EMEB Lenine de Campos, as atividades são realizadas às terças, quintas e sábados e atendem pessoas com idades entre 5 e 60 anos.

“A escola pública é muito mais do que um espaço de ensino: ela também deve estar a serviço da comunidade. A melhor forma de cuidar do patrimônio público é garantir que ele cumpra sua finalidade, sendo utilizado e preservado pela população. Com o projeto Escola da Comunidade, queremos manter esses espaços vivos e integrados aos bairros, oferecendo atividades que promovam saúde, convivência, diversão e lazer para pessoas de todas as idades”, destacou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Mateus Silva Alves.

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A programação começa às 18h, com a ginástica funcional voltada ao público feminino. Das 19h às 21h30, a quadra recebe as atividades de futsal e vôlei, que atendem cerca de 50 crianças e jovens dos públicos masculino e feminino. O funcionamento no período noturno também facilita a participação de trabalhadores e de pessoas que não conseguem praticar exercícios durante o dia.

Segundo o professor de Educação Física e instrutor do projeto, Janir Augusto de Aquiles Júnior, as atividades estimulam hábitos mais saudáveis e favorecem a convivência entre os moradores. “O principal benefício é a qualidade de vida. Temos alunas que relatam perda de peso, melhora da autoimagem e mais disposição. Além disso, o projeto movimenta a quadra e promove a integração entre os jovens e a comunidade”, afirmou.

O diretor da unidade, professor Elias Alves, também destaca a aproximação entre a escola e os moradores. “A abertura da escola fortaleceu a integração com a comunidade e ampliou a participação das famílias na vida escolar. Às terças, quintas e sábados, recebemos mães, pais, alunos e outros moradores em atividades esportivas, culturais e de lazer. Essa presença aproxima as famílias da escola, fortalece os vínculos e contribui para o desenvolvimento dos estudantes”, declarou.

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A vigilante Camila Rosenberg procurou o projeto como uma alternativa para deixar o sedentarismo e pretende continuar frequentando as aulas. “Vi o anúncio e vim participar. Gostei muito das atividades. Às vezes, a pessoa não tem dinheiro para pagar uma academia, e aqui a atividade é gratuita e aberta à comunidade”, relatou.

Aluno do 9º ano do Ensino Fundamental, João Pedro de Santiago participou pela primeira vez e ressaltou a oportunidade de integração. “Muda bastante coisa, porque as pessoas que ficariam na rua têm a oportunidade de estar aqui aprendendo.”

Antônio Rafael Sampaio da Silva frequenta a unidade para jogar futebol e conviver com outros moradores. “A gente joga bola, se diverte e fica tranquilo, sem briga”, contou.

O autônomo Kaíke Pereira da Silva, de 24 anos, reforçou o vínculo criado entre os participantes. “Representa alegria para o pessoal da comunidade. Toda terça e quinta o pessoal está aqui jogando, na amizade. Vai criando uma família.”

Em Cuiabá, o Escola da Comunidade atende cerca de 2 mil pessoas e tem previsão de alcançar até 23 unidades escolares em 2026.

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