INVESTIMENTO NO AUTOMOBILISMO

Príncipe saudita revela planos para escuderia própria na Fórmula 1

Publicado em

Eric Alonso/Getty Images

Arábia Saudita quer entrar no grid com equipe própria e amplia ambições no esporte mundial

A Arábia Saudita, que desde 2021 recebe uma etapa da Fórmula 1 no circuito urbano de Jedá, pode em breve expandir significativamente sua presença na categoria. O príncipe Khalid bin Sultan Al-Abdullah Al-Faisal, presidente da Federação Saudita de Automóveis e Motocicletas, afirmou nesta terça-feira (15/4) que o país planeja ter uma equipe própria na principal competição do automobilismo mundial. Segundo ele, a entrada no grid pode ocorrer “em breve”, considerando o crescimento global da F1 e o interesse crescente do público.

A declaração sinaliza uma nova fase na estratégia saudita de fortalecimento de sua imagem internacional por meio do esporte, com foco em investimentos de alto impacto e visibilidade.

Investimentos estratégicos e alianças no paddock

Nos últimos anos, o país árabe tem aprofundado suas relações com equipes da Fórmula 1. O fundo soberano da Arábia Saudita (PIF) já possui uma fatia de 20,5% na Aston Martin, além de ter investido recursos consideráveis na McLaren em 2021. Essa proximidade com escuderias tradicionais sugere que o país pode adotar duas vias: criar uma equipe do zero ou adquirir uma estrutura já existente — o que parece ser a via mais provável, segundo as falas de Al-Faisal.

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“Se você for comprar uma equipe de Fórmula 1, as pessoas a comprarão para ganhar dinheiro com ela, especialmente se ela for comprada por uma das empresas do PIF”, declarou o príncipe, sugerindo que o projeto está sendo tratado com seriedade no mais alto nível do governo.

Arábia Saudita acelera nos esportes globais

A possível entrada na Fórmula 1 é mais um movimento da Arábia Saudita para consolidar-se como potência esportiva global. O país já mostrou seu apetite ao trazer estrelas do futebol mundial como Cristiano Ronaldo, Karim Benzema e Sadio Mané para o campeonato local. Além disso, o PIF é sócio majoritário do clube inglês Newcastle United.

Esse conjunto de ações reflete uma política clara: usar o esporte como instrumento de projeção internacional, diversificação econômica e transformação da imagem do país. A Fórmula 1, com sua audiência global e prestígio, é o palco ideal para a próxima volta dessa corrida estratégica saudita.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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