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Perto de estreia, Poatan vê meio-pesados como “descanso” ao corpo

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Alex Poatan no UFC 287 — Foto: Alejandro Salazar/PxImages/Icon Sportswire via Getty Image

Prestes a enfrentar Jan Blachowicz na co-luta principal do UFC 291, brasileiro não descarta trilogia com Adesanya, mas só vê a luta acontecendo nos médios: “Seria fácil subir sem responsabilidade”

Ex-campeão dos médios, Alex Poatan faz sua estreia nos meio-pesados diante de nada menos que um ex-dono de cinturão da categoria. O brasileiro enfrenta Jan Blachowicz na co-luta principal do UFC 291, neste sábado, em Salt Lake City, nos EUA. Em entrevista ao Combate, o lutador reforçou que já tinha se planejado para subir para os 93 kg antes mesmo de entrar no octógono em sua última luta e que já tinha ouvido o nome do polonês ainda no vestiário, logo após perder o cinturão para Israel Adesanya. Além disso, Poatan se disse satisfeito com a necessidade de cortar menos peso para lutar no sábado.

– Antes da minha última luta (contra Adesanya), eu falei: “Quero subir, eu quero ir para outra categoria, não importa o que aconteça, ganhando ou perdendo eu vou subir”. (Precisava) Ter esse descanso, preciso de umas duas lutas nessa categoria para recuperar o meu corpo. Eu mantenho o mesmo peso, 103 kg, muda agora a alimentação para bater esse peso, estou comendo bem o tempo todo, não tem desculpa para falar: “Estou fraco, eu não comi tal coisa”. Não. Comi de tudo – disse em entrevista ao Combate.

Mesmo em nova categoria, o brasileiro não descarta enfrentar novamente Israel Adesanya. No entanto, Poatan acredita que o duelo só seria justo se fosse mais uma vez nos pesos-médios do UFC. Para ele, uma ida do nigeriano para os meio-pesados seria “fácil” e “sem responsabilidade”.

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– Seria fácil, vamos supor, se eu fosse campeão nessa categoria, seria muito fácil para o Adesanya subir para tentar ganhar dois cinturões. A gente tem duas lutas, no médio, então um desempate correto seria no médio. Então seria muito fácil subir sem responsabilidade, eu quero ver eu descer mais uma vez

O fato de enfrentar um ex-campeão logo em sua estreia nos meio-pesados não surpreende Poatan. Ele destacou que merecia começar com uma luta maior e contra um lutador bem classificado no ranking por conta de seu passado recente de campeão nos médios. Além disso, o brasileiro vê o adversário como um atleta que vai bem em pé e no chão, mas acredita que o diferencial do polonês seja no striking.

– Acho que na trocação ele é melhor. Muitas pessoas não sabem, e também não tive a oportunidade de estar mostrando a minha qualidade no chão. Mas acho que bessa luta, se ele forçar (a queda), eu avou conseguir mostrar algo. Mas eu acho que a trocação dele é mais perigosa do que a parte do chão – disse.

Apesar de um burburinho ter indicado uma possível luta pelo título, o duelo entre Poatan e Blachowicz não valerá o cinturão dos meio-pesados, mas aproximará o vencedor do title-shot. O brasileiro disse que vai lutar pelo título na próxima luta caso vença o polonês.

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Além disso, o paulista de 36 anos garantiu que está bem preparado e ouvindo conselhos de seu companheiro de treinos e mentor Glover Teixeira. Ex-campeão da categoria, Glover conquistou o cinturão justamente contra Blachowicz, em 2021.

– A gente sempre conversa, tem alguns detalhes, ele me passou algumas coisas como se fosse um outro cara (qualquer) que eu fosse lutar, entendeu? Porque são estilos diferentes, eu e o Glover. É totalmente diferente, então é difícil ser uma luta igual. Ele me passa as dicas conforme como eu luto, não como ele lutou. Mas sempre é bom ouvir os conselhos dele, as técnicas que está me passando, é sempre bom – finalizou.

UFC 291
29 de julho de 2023, às 19h30 (de Brasília), em Salt Lake City (EUA)
CARD PRINCIPAL:
Peso-leve: Dustin Poirier x Justin Gaethje
Peso-meio-pesado: Jan Blachowicz x Alex Poatan
Peso-meio-médio: Michel Pereira x Stephen Thompson
Peso-leve: Tony Ferguson x Bobby Green
Peso-meio-médio: Michael Chiesa x Kevin Holland
CARD PRELIMINAR:
Peso-meio-médio: Trevin Giles x Gabriel Marretinha
Peso-pesado: Marcos Pezão x Derrick Lewis
Peso-médio: Roman Kopylov x Claudio Ribeiro
Peso-meio-médio: Jake Matthews x Darrius Flowers
Peso-mosca: Vinicius Salvador x CJ Vergara
Peso-meio-médio: Matthew Semelsberger x Uros Medic
Peso-mosca: Miranda Maverick x Priscila Cachoeira

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Escola da Comunidade reúne até 120 moradores

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Foto: Botof

Em Cuiabá, o Escola da Comunidade atende cerca de 2 mil pessoas e tem previsão de alcançar até 23 unidades escolares em 2026

A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Lenine de Campos, no bairro Jardim União, reúne de 100 a 120 moradores por dia em atividades gratuitas de esporte e lazer oferecidas pelo programa Escola da Comunidade. Nesta terça-feira (15), crianças, jovens e adultos participaram da programação noturna, com opções de ginástica funcional, futsal e vôlei.

Desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o programa utiliza os espaços das unidades municipais fora do horário das aulas. Na EMEB Lenine de Campos, as atividades são realizadas às terças, quintas e sábados e atendem pessoas com idades entre 5 e 60 anos.

“A escola pública é muito mais do que um espaço de ensino: ela também deve estar a serviço da comunidade. A melhor forma de cuidar do patrimônio público é garantir que ele cumpra sua finalidade, sendo utilizado e preservado pela população. Com o projeto Escola da Comunidade, queremos manter esses espaços vivos e integrados aos bairros, oferecendo atividades que promovam saúde, convivência, diversão e lazer para pessoas de todas as idades”, destacou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Mateus Silva Alves.

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A programação começa às 18h, com a ginástica funcional voltada ao público feminino. Das 19h às 21h30, a quadra recebe as atividades de futsal e vôlei, que atendem cerca de 50 crianças e jovens dos públicos masculino e feminino. O funcionamento no período noturno também facilita a participação de trabalhadores e de pessoas que não conseguem praticar exercícios durante o dia.

Segundo o professor de Educação Física e instrutor do projeto, Janir Augusto de Aquiles Júnior, as atividades estimulam hábitos mais saudáveis e favorecem a convivência entre os moradores. “O principal benefício é a qualidade de vida. Temos alunas que relatam perda de peso, melhora da autoimagem e mais disposição. Além disso, o projeto movimenta a quadra e promove a integração entre os jovens e a comunidade”, afirmou.

O diretor da unidade, professor Elias Alves, também destaca a aproximação entre a escola e os moradores. “A abertura da escola fortaleceu a integração com a comunidade e ampliou a participação das famílias na vida escolar. Às terças, quintas e sábados, recebemos mães, pais, alunos e outros moradores em atividades esportivas, culturais e de lazer. Essa presença aproxima as famílias da escola, fortalece os vínculos e contribui para o desenvolvimento dos estudantes”, declarou.

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A vigilante Camila Rosenberg procurou o projeto como uma alternativa para deixar o sedentarismo e pretende continuar frequentando as aulas. “Vi o anúncio e vim participar. Gostei muito das atividades. Às vezes, a pessoa não tem dinheiro para pagar uma academia, e aqui a atividade é gratuita e aberta à comunidade”, relatou.

Aluno do 9º ano do Ensino Fundamental, João Pedro de Santiago participou pela primeira vez e ressaltou a oportunidade de integração. “Muda bastante coisa, porque as pessoas que ficariam na rua têm a oportunidade de estar aqui aprendendo.”

Antônio Rafael Sampaio da Silva frequenta a unidade para jogar futebol e conviver com outros moradores. “A gente joga bola, se diverte e fica tranquilo, sem briga”, contou.

O autônomo Kaíke Pereira da Silva, de 24 anos, reforçou o vínculo criado entre os participantes. “Representa alegria para o pessoal da comunidade. Toda terça e quinta o pessoal está aqui jogando, na amizade. Vai criando uma família.”

Em Cuiabá, o Escola da Comunidade atende cerca de 2 mil pessoas e tem previsão de alcançar até 23 unidades escolares em 2026.

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