VÔLEI BRASILEIRO DE LUTO

Luto no esporte: morre Pinha, ex-ponteiro da Seleção Brasileira de Vôlei, aos 52 anos

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Reprodução/CBV

Atleta olímpico em Atlanta-1996 e vice-campeão da Liga Mundial, Pinha marcou época com sua dedicação e talento nas quadras

O esporte brasileiro perdeu, nesta quarta-feira (2/4), um de seus grandes nomes do voleibol nacional. Fábio Paranhos Marcelino, conhecido como Pinha, ex-ponteiro da Seleção Brasileira, faleceu aos 52 anos. A informação foi confirmada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que, em nota, não divulgou a causa da morte. Natural de São Paulo, Pinha integrou a seleção olímpica que disputou os Jogos de Atlanta, em 1996, sob o comando de José Roberto Guimarães.

Naquela ocasião, o Brasil contava com nomes lendários como Giovane, Maurício, Marcelo Negrão, Tande e Carlão — remanescentes do ouro em Barcelona-1992. A equipe, no entanto, acabou eliminada pela Iugoslávia nas quartas de final.

Legado de conquistas e dedicação

Durante sua trajetória na seleção, Pinha acumulou conquistas expressivas. Foi vice-campeão da Liga Mundial em 1995, em competição disputada no Rio de Janeiro, e havia conquistado o bronze na edição anterior, em 1994, em Milão. No mesmo ano de 1995, ainda ergueu o troféu de campeão do Campeonato Sul-Americano, reforçando sua importância na renovação do vôlei nacional.

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Dono de um estilo de jogo vigoroso, era conhecido por sua entrega em quadra e respeito entre os colegas. Sua atuação como ponteiro foi marcada por técnica, força e espírito coletivo, qualidades que o tornaram uma peça-chave nos anos 1990 do vôlei brasileiro.

Homenagens e reconhecimento

A CBV prestou homenagem oficial ao ex-atleta. “Pinha nos deixou precocemente, mas seu legado no voleibol nacional é inegável. Era um atleta de grande vigor físico e muito estimado por todos”, afirmou Radamés Lattari, presidente da entidade. Em sinal de respeito, será respeitado um minuto de silêncio antes das partidas da Superliga pelos próximos três dias.

O falecimento de Pinha representa uma grande perda para o esporte nacional. Sua história, marcada por superação e conquistas, permanece viva na memória dos fãs e na construção do vôlei brasileiro como uma potência mundial.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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