Dupla celebra reconhecimento, destaca desafios das atletas mulheres e se prepara para nova fase da temporada internacional.
Campeãs olímpicas em Paris-2024, Ana Patrícia e Duda escreveram um novo capítulo no vôlei de praia brasileiro. Após 28 anos sem conquistas douradas na modalidade feminina — a última havia sido em Atlanta-1996, com Sandra e Jaqueline — a dupla brilhou nos Jogos, ao lado de outros grandes nomes do esporte nacional como Rebeca Andrade (ginástica) e Bia Souza (judô), completando um dos anos mais simbólicos para as mulheres no esporte brasileiro.
Durante passagem por Brasília, as atletas falaram ao Metrópoles sobre o impacto da conquista e a responsabilidade herdada de gerações anteriores.
“Já tinha uma história muito bonita construída por outras atletas. É muito bacana receber esse reconhecimento das pessoas”, afirmou Ana Patrícia.
Pressões, conquistas e resistência feminina
Apesar da consagração, o retorno às quadras não foi isento de cobranças. Duda destacou que a expectativa permanece alta, mesmo após o ouro:
“As pessoas nos veem como campeãs e a cobrança segue. É natural, até da gente mesmas, por querer dar o nosso melhor.”
Ana Patrícia reforçou que ser atleta mulher no Brasil ainda carrega obstáculos extras:
“A gente já travou muitas batalhas. Ver que está valendo a pena e que estamos abrindo caminhos é muito importante.”
A conquista olímpica não apenas marcou uma virada no esporte, mas também simbolizou avanço em representatividade e equidade de gênero.
Temporada 2025: foco total no circuito internacional
De volta às competições, a dupla já iniciou a temporada no Elite 16 de Vôlei de Praia, torneio internacional com etapas em 11 cidades. Após conquistar o terceiro lugar em Brasília no dia 20 de abril, Ana Patrícia e Duda seguem em busca do topo do pódio. O próximo desafio será em 28 de maio, na República Tcheca.
A caminhada de duas das maiores atletas do esporte brasileiro segue firme — agora com o desafio de manter o alto nível e inspirar novas gerações.