Após protesto por atraso de Gianni Infantino, entidade europeia publica nota de retratação e reforça parceria com a Fifa
Durante o 75º Congresso Ordinário da Fifa, realizado em Luque, no Paraguai, na última quinta-feira (15/5), uma cena incomum revelou o clima de tensão entre duas das principais entidades do futebol mundial. Membros da Uefa, incluindo seu presidente Aleksander Ceferin, abandonaram o plenário em protesto contra o atraso de Gianni Infantino, presidente da Fifa. O motivo do atraso foi uma viagem oficial de Infantino ao Oriente Médio, onde acompanhava o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Retratação e tom conciliador da Uefa
Apesar da manifestação incisiva no evento — inclusive com uma nota inicial classificando o episódio como “profundamente lamentável” —, a Uefa adotou um tom mais diplomático nesta segunda-feira (19/5). Em comunicado oficial, a entidade pediu desculpas pelo ocorrido e destacou que o episódio foi “isolado”, reafirmando seu compromisso com uma relação construtiva com a Fifa. A nota enfatizou que a relação entre Ceferin e Infantino é marcada por “comunicação aberta e respeito mútuo”, além de destacar a paixão compartilhada pelo futebol como base da cooperação.
Cooperação reforçada entre as entidades
A tentativa de reconciliação deixa clara a intenção da Uefa de evitar um racha institucional com a Fifa, especialmente em um cenário global no qual a governança do futebol requer alinhamento entre as principais confederações. No comunicado, a Uefa destacou:
“Valorizamos o relacionamento forte e respeitoso com a Fifa, construído com base na confiança mútua e na paixão compartilhada pelo futebol. […] Continuamos comprometidos em trabalhar juntos pelo melhor do jogo.”
A reunião, que contou com representantes de todos os continentes, reforça o papel central da Fifa na articulação do futebol mundial. Ao recuar publicamente, a Uefa sinaliza disposição para manter pontes, ainda que o episódio revele fissuras internas que precisarão de atenção diplomática no futuro próximo.