Thiago Carpini é expulso após empate do Vitória contra o Flamengo e critica critérios da arbitragem
O técnico do Vitória, Thiago Carpini, protagonizou um episódio inusitado durante a derrota por 2 a 1 para o Flamengo, no Barradão, pelo Campeonato Brasileiro. Após o gol de empate marcado por Wellington Rato, Carpini saiu da área técnica para comemorar intensamente e, no impulso, chutou uma das bolas posicionadas no suporte de revezamento. O gesto lhe rendeu um cartão vermelho direto.
Segundo a súmula da partida, assinada pelo árbitro Rafael Rodrigo Klein (FIFA/RS), o motivo da expulsão foi justamente essa atitude: “sair de sua área técnica após o gol de sua equipe e chutar a bola que estava sob o suporte multi bolas”. A decisão surpreendeu até os torcedores, que consideraram a punição exagerada.
Indignação em coletiva
Após o jogo, Carpini demonstrou surpresa e frustração com a atitude da arbitragem. Na coletiva, explicou o que aconteceu no lance e defendeu que sua intenção não foi ofensiva:
“Se você buscar as imagens, eu saio correndo em direção aos meus atletas. Tinha uma bola parada e eu a chutei, ela até pegou no Osvaldo. Pedi desculpas na hora. Jamais imaginei que isso poderia ser motivo para um vermelho direto. Talvez um amarelo, uma advertência”, afirmou o treinador.
Critérios questionados
Além de considerar a decisão desproporcional, Carpini levantou uma crítica mais ampla sobre a inconsistência dos critérios da arbitragem brasileira.
“Já vi tantos treinadores comemorarem de forma ainda mais efusiva. Será que todos vão ser punidos da mesma maneira? Talvez fosse necessário elaborar uma cartilha para explicar até onde vai o limite da comemoração. Não houve nenhum desrespeito, apenas emoção pelo momento do gol”, completou.
O episódio alimenta o debate sobre o controle das emoções no futebol e a rigidez da arbitragem no Brasileirão.