Reunião marcada para 10 de julho discutirá rumos da federação após disputa judicial e intervenção contestada pela CBF
O futebol mato-grossense vive uma de suas maiores crises institucionais. A instabilidade teve início com o fim do mandato de Aron Dresch, em 26 de maio, sem definição de um novo presidente. A eleição que definiria seu sucessor foi suspensa por decisão judicial, após denúncias de supostas irregularidades no processo eleitoral. Desde então, diferentes grupos políticos disputam o comando da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), acirrando o clima entre clubes, dirigentes e representantes jurídicos.
Em resposta à situação, a Justiça estadual nomeou o advogado Thiago Barros como interventor, o que provocou imediata reação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que classificou a medida como ingerência externa e violação do Estatuto do Futebol.
CBF propõe nome, Judiciário acata e tensão diminui
Em busca de um consenso, a CBF sugeriu Luciano Hocsman, profissional com histórico técnico na confederação, para presidir interinamente a FMF. A Justiça aceitou a indicação, o que reduziu temporariamente a tensão institucional. Junto a Diogo Amorim, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso (TJD-MT), Hocsman articulou a realização de uma sessão itinerante do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) em Cuiabá.
O encontro está agendado para o dia 10 de julho e será realizado na sede da própria FMF. A expectativa é de que a sessão ofereça encaminhamentos sobre o comando da entidade e contribua para restaurar a estabilidade política e administrativa no futebol do estado.
STJD discutirá novos rumos e lisura do processo eleitoral
A sessão do STJD terá como pauta central a definição de caminhos para a condução da FMF e o reforço da transparência no processo eleitoral, agora sob responsabilidade da Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem (CBMA), por determinação judicial.
Embora o caráter da sessão ainda não tenha sido oficialmente definido como deliberativo, espera-se que dela saiam encaminhamentos importantes para o futuro da entidade. Em caso de permanência da interferência judicial, a FMF corre o risco de sanções da FIFA, já que o regulamento da entidade proíbe ingerência externa nas federações nacionais.