NOVO COMANDANTE DO FLU

Renato Gaúcho revela motivo de ter escolhido o Fluminense: ‘Aqui me sinto em casa’

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Renato Gaúcho foi apresentado como o novo técnico do Fluminense nesta sexta-feira (4), em coletiva de imprensa realizada no CT Carlos Castilho. Em sua sétima passagem pelo clube, o treinador falou sobre o início de temporada do Tricolor, expectativas para 2025, como quer que o time se comporte e explicou o motivo de ter escolhido a equipe carioca.

“Acima de tudo, muito feliz de estar aqui, né? É lógico que, em todas as competições que a gente entra, é para ganhar. Nem sempre é possível, mas a gente trabalha dia a dia pra conquistar sempre os resultados para conquistar títulos, e isso eu não vou abrir mão. Aí você me perguntar, qual é o Renato? É um pouco de tudo. O treinador tem que ser um pouco de tudo. Tem que conversar com os jogadores, trabalhar a parte tática, trabalhar a parte técnica. Esse é o trabalho do treinador, apagar incêndio. Mas acima de tudo dar liberdade, pelo menos é dessa forma que eu trabalho, dar liberdade para o jogador se expressar. Não aquele treinador que fala, fala, fala e não dá oportunidade para o outro falar. Acho que esses títulos todos que eu ganhei na minha carreira de treinador foi dessa maneira que eu trabalhei, e não vou mudar. Na hora de fazer carinho no jogador, eu vou fazer, e na hora de chamar a atenção, eu vou chamar”

O vínculo de Renato com o Tricolor é válido até o fim de 2025. Com ele, chegam também seus auxiliares Marcelo Salles e Alexandre Mendes. A estreia da nova comissão será no domingo (6), contra o Bragantino, no Maracanã. Em coletiva de apresentação, o treinador falou sobre a chegada de mais alguma reforço para a equipe.

– Sobre chegar mais algum reforço para determinada posição, isso a gente vai ver no dia a dia. Temos que ver também se o clube tem condições de contratar. Hoje em dia não é fácil você encontrar jogadores, e quando você encontra, são jogadores caríssimos. E aí entra a parte financeira do clube que eu não sei como é que é. Mas aí, eu estou trocando ideias com o presidente, com a diretoria. Sempre que a diretoria puder me dar um reforço, ele será bem-vindo. A gente nunca pode falar que o grupo está fechado. Não, daqui a pouco tem uma brecha, algum jogador jogando bola aí fora que o clube tem condição de contratar, que a gente sabe que vai chegar para nos ajudar, com certeza a gente vai tratar dele. Mas isso aí não vai ser toda hora. Mas, isso no dia a dia gente vai conversando, trocando ideia e vamos ver a resposta também que os jogadores vão me dar em todas as outras posições. E, se necessário, o próprio presidente hoje vai me ajudar.

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O novo comandante revelou que recebeu propostas para assumir outros clubes durante o período livre no mercado e explicou o motivo de ter aceitado o convite do Fluminense.

– Eu tive o prazer de vestir a camisa desse clube. Tive o prazer de ajudar a conquistar o título em 95 depois de nove, dez anos que o clube não era campeão. Tive o prazer, de como treinador, conquistar a Copa do Brasil de 2007, infelizmente escapou aquela Libertadores de 2008. Eu sempre me senti em casa neste clube, como jogador e treinador.

– Eu tive convites de outros clubes. Inclusive, essa semana eu tive uma conversa com uma pessoa que pediu para não acertar com ninguém essa semana, inclusive com o Fluminense, que domingo esse clube poderia me contactar para me contratar. Eu eu aceitei o Fluminense poque aqui me sinto em casa, eu já falei. Eu tinha um desejo de voltar para o clube, trabalhar com o Mário, com o Paulo, já tive o prazer de trabalhar com ele na Seleção também, e conhecer praticamente 80% desse grupo. Eu acho que no momento que você quer, você junta o útil ao agradável, eu queria trabalhar aqui, recebi o convite, então nós não tivemos muita dificuldade para conversar e acertar.

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Sobre o elenco do Fluminense

– O grupo do Fluminense é muito bom. Trabalhei com alguns jogadores, o Thiago Silva, Thiago Santos, Renê, Lima, jogadores que tenho admiração grande. O Fábio que é um dos melhores jogadores do Brasil. E temos um xerife, um líder, um cara excepcional, que é o Thiago (Silva). Importante ter jogadores assim no grupo, que agregam, que são líderes. São jogadores que conheço. Basicamente conheço 80% do grupo do Fluminense. Por isso aceitei o convite. Tenho certeza do sucesso desse grupo.

Estilo de jogo

– Gosto dos times que trabalho, da posse de bola, de preferência dentro do campo do adversário. Não gosto de arriscar tanto atrás. Tem horas que converso bastante com meus zagueiros e goleiro que, na dúvida, tem quebrar. Eu não vou arriscar. Não sou aquele treinador que se você for jogando 10 vezes, mesmo nas dificuldades, não quero que dê chutão. Não. Conversei sobre isso com meus zagueiros, com o Fábio. Na dúvida tem que quebrar. Sempre trabalho pela posse de bola, mas na dúvida não pode arriscar. Principalmente dentro ou próximo da área, um erro é fatal. Isso vem muito da característica dos jogadores, não adianta fazer se não tem característica.

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Fifa Series e investimentos fortalecem futebol feminino em MT

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Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Somente em 2025, Secel-MT investiu R$ 7 milhões em times de mulheres no Estado

A realização do Fifa Series na Arena Pantanal, em Cuiabá, representa um novo marco para o futebol feminino em Mato Grosso e consolida uma política contínua de investimentos do Governo do Estado no esporte.

Somente em 2025, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) investiu R$ 7 milhões no futebol feminino, sendo R$ 3,5 milhões para a equipe do Mixto Esporte Clube (série A1), R$ 2 milhões destinados à Sociedade Ação Futebol (série A2), de Santo Antônio de Leverger, e R$ 1,5 milhão para o time do Várzea Grande Esporte Clube Feminino (série A3), antigo Operário FC.

O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura também destaca o programa Mato Grosso Série A, iniciativa do governo que patrocina clubes profissionais de futebol que disputam as séries A e B do Campeonato Brasileiro com até R$ 3,5 milhões, promovendo o futebol feminino no Estado.

“Competições internacionais como o Fifa Series atraem, sem dúvida, novas atletas para o esporte e encerram definitivamente o estigma sobre a participação feminina em um esporte considerado de ‘homens’ pela cultura brasileira. Nós temos o programa Mato Grosso Série A, que garante condições financeiras às equipes para se manterem e, se tudo der certo, subirem nas séries do Campeonato Brasileiro. Tudo isso fortalece toda a rede de futebol profissional feminino em Mato Grosso”, explica David Moura.

O Mixto Esporte Clube, a Sociedade Ação Futebol e o Várzea Grande Esporte Clube Feminino estão no Campeonato Brasileiro de Futebol 2026. Com os investimentos do Estado, é esperado que o Fifa Series fortaleça a atenção do público para o futebol feminino local e desperte a atenção da nova geração. Se no passado o sonho de todo menino brasileiro era ser jogador de futebol profissional, agora vê-se a disseminação do esporte entre as meninas também.

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“Meu sonho é ser jogadora de futebol. Acho que comecei a praticar com sete anos. Aprendi com meu irmão. Sou fã da Gio Queiroz Garbelini. Ela é muito boa”, destaca a estudante Laura Monteiro, durante o intervalo do jogo entre Brasil e Canadá, neste sábado, pelo FIFA Series.

Prestes a completar 11 anos, a aluna Mariana Alves da Rocha começou a jogar bola com os primos há praticamente dois anos. Apaixonada pelo esporte, ela diz orgulhosa que “joga melhor do que todos eles”.

Ainda sem idade para ingressar no time de base da escola, ela aguarda ansiosamente o momento de poder competir. “Falta um ano para eu entrar no time no colégio. Sou muito fã da Ludmilla. Ela dá bons passes e faz gols bonitos”, avalia.

Mariana tem consciência da importância de campeonatos como o FIFA Series para a promoção do futebol feminino. “Muitas meninas têm medo, vergonha de jogar. Acho importante para encorajar mais meninas”, frisa.

A professora de Educação Física em Cuiabá, Sueli Xavier, compartilha a luta dos profissionais da área para incentivar o esporte entre as meninas. “Buscamos participar de competições e marcamos partidas amistosas com equipes de outras escolas. As atletas profissionais são multiplicadoras de jogadoras de futebol feminino, e as meninas, desde muito novas, já têm aquele ímpeto de querer participar. Estava observando a torcida, e a sensação é de que o público feminino é maior do que o masculino. Vi muitas mulheres, e isso fortalece o esporte entre elas”, destaca.

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O técnico do Várzea Grande, Athaide Mello, acredita que o Fifa Series aumenta o nível de exigência e motiva as atletas a evoluírem física e tecnicamente. “Também tende a ampliar o interesse dos clubes em captar novas jogadoras, fortalecendo o futebol feminino como um todo”, avalia.

O presidente da Sociedade Ação Futebol, João Benedito, destaca a importância do programa e do Fifa Series para a consolidação do futebol feminino no Estado. “Quero parabenizar todo o Governo de Mato Grosso por não medir esforços para trazer este grande evento para Cuiabá. Sem dúvida, é um espetáculo de grande importância para a valorização do futebol feminino. Cuiabá ganhou muito com o evento, e a gente espera que a CBF e a própria Federação promovam outros eventos dessa grandeza”, pontua.

Há três anos, João Benedito trabalha com o futebol feminino. O evento internacional entusiasma as atletas a alçar voos mais altos. A equipe do Ação conquistou a vaga na segunda divisão nacional após ser semifinalista da Série A3 do Brasileiro em 2024. Na ocasião, o time foi eliminado pelo Vasco. Na campanha deste ano, o Ação disputou quatro partidas, com duas vitórias, um empate e uma derrota. “Após o Fifa Series, vamos com força total buscar uma vaga na primeira divisão do Brasileirão feminino”, frisa o presidente do time.

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