Javier Tebas critica formato da competição, reclama de calendário e diz que o torneio parece “amistoso de verão”
O presidente da LaLiga, Javier Tebas, voltou a disparar críticas contundentes contra o novo formato da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, que agora reúne 32 equipes. Durante um evento que comemorava os 10 anos do Decreto Real — responsável pela regulamentação dos direitos de transmissão do Campeonato Espanhol —, Tebas afirmou, sem meias palavras, que defende o fim da competição.
“Meu objetivo é claro: garantir que não haja mais Copa do Mundo de Clubes. Não vi nenhum jogo. Bom, assisti um pouco do Chelsea ontem e me pareceu um amistoso de verão. Não vi intensidade, só correria. Assisti 25 minutos e desliguei”, declarou o dirigente.
Calendário sobrecarregado e rejeição ao modelo
Tebas reforçou que o principal problema é a sobrecarga do calendário europeu. Para ele, não há espaço para mais uma competição internacional desse porte, que, segundo suas palavras, existe apenas para gerar lucro, sem considerar a saúde dos jogadores e a sustentabilidade do futebol europeu.
“Não há datas. Não precisamos de outra competição que apenas transfere dinheiro para um setor específico de clubes e jogadores, vindo de algum lugar. Não há mais dinheiro circulando aqui. Temos que preservar o ecossistema e eliminar esse torneio. Precisamos voltar a como era antes”, afirmou.
Presença maciça de europeus gera desconforto
O desconforto de Tebas também se estende ao fato de que o Mundial de Clubes, mesmo sob chancela global, é dominado por equipes europeias. Nesta edição, 12 clubes da Europa participam: Porto, Benfica, Atlético de Madrid, Real Madrid, Inter de Milão, Juventus, Borussia Dortmund, Bayern de Munique, Chelsea, Manchester City, PSG e RB Salzburg.
Para o presidente da LaLiga, além do impacto no calendário, o torneio não entrega o nível técnico esperado e prejudica a organização das ligas nacionais.