Presidente do Vasco vê possível saída de Ednaldo Rodrigues da CBF como chance para contratar Rodrigo Caetano, desejo antigo para liderar o futebol do clube
O Vasco da Gama intensifica os bastidores em busca de um novo diretor de futebol após a demissão de Marcelo Sant’Ana. O nome preferido da vez é Rodrigo Caetano, atual diretor de seleções da CBF. O presidente vascaíno, Pedrinho, sonha em trazê-lo para São Januário e vê uma janela de oportunidade caso Ednaldo Rodrigues perca o cargo na CBF — cenário que se tornou mais plausível diante das disputas judiciais envolvendo a presidência da entidade.
Caetano é um antigo desejo de Pedrinho, que já havia sugerido sua contratação quando foi eleito, ainda sob a gestão da 777 Partners, que optou por Alexandre Mattos. A boa relação do dirigente com o clube e seu desejo de permanecer no Rio de Janeiro são trunfos que reforçam o otimismo cruz-maltino.
Crise institucional na CBF pode destravar negociação
A possível saída de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF reacende as esperanças vascaínas. O dirigente enfrenta processos no STF, no TJ-RJ e na Comissão de Ética da confederação, e a instabilidade da cúpula aumenta as chances de mudanças internas. Embora Caetano tenha afirmado que pretende permanecer até a Copa do Mundo de 2026, a queda de Ednaldo poderia alterar o cenário e abrir caminho para sua saída.
Nesta segunda-feira (12/5), uma audiência no TJ-RJ avaliará a veracidade da assinatura do Coronel Nunes em um acordo que validou a permanência de Ednaldo no cargo. A depender do desfecho, o controle da CBF pode mudar — e com ele, o futuro de Caetano na entidade.
Modelo da SAF afastou Caetano no passado
A relação de Rodrigo Caetano com o Vasco tem história. Ainda em 2023, Edmundo revelou que Pedrinho tentou contratar o dirigente, mas a 777 vetou por considerar que ele “não tinha o perfil”. A própria empresa chegou a sondá-lo, mas Caetano recusou após discordar do modelo burocrático de decisão da SAF. Na época, ele estava no Atlético-MG, de onde saiu para assumir a função na CBF em fevereiro de 2024.
O Vasco sabe que a negociação é difícil, mas trabalha silenciosamente com a expectativa de que um novo cenário político na CBF possa viabilizar o retorno de um dos diretores mais respeitados do futebol brasileiro.