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Palmeiras adota cautela e tenta blindar jovens de fase turbulenta

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Endrick e Kevin no aquecimento do Palmeiras contra o Santos — Foto: Marcos Ribiolli

Abel usa nomes como Kevin e Endrick com “parcimônia” e tenta evitar possíveis críticas duras sobre atletas em fase de transição: “A crítica é tão agressiva e violenta que mata os jogadores”

O técnico Abel Ferreira deu indícios de que os jogadores formados nas categorias de base e que compõem o atual elenco profissional do Palmeiras devem ganhar mais oportunidades na reta final da temporada. Titulares no clássico contra o Santos, Kevin e Endrick agradaram e devem seguir no time.

A tendência, porém, é de que Abel seja um pouco mais cauteloso ao promover a entrada de vários jogadores jovens ao mesmo tempo. Não pela qualidade deles, mas pelo receio que as críticas acabem atrapalhando o desenvolvimento dos jogadores.

– Às vezes quando vocês perguntam por que não joga esse ou aquele, se vocês quiserem entender como pensa um treinador é preciso fazer um curso e sentar aqui. Vocês têm que sentar aqui para entender. Quando eu escolho algum jogador eu tenho minhas razões, é fácil no final ser o arquiteto de obras prontas, depois de estar pronto é mais fácil.

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– O problema dos moleques não é a qualidade deles e, sim, a agressividade com que se faz as críticas aos jovens, isso que mata os jogadores. A crítica é tão agressiva e violenta que mata os jogadores. O celular tem coisas maravilhosas, mas tem outras que é veneno puro, ódio, violência etc. Como você acha que eles se sentem? Por isso nós temos 12 jovens e precisamos ter cuidado no trato com eles, pois em dias como hoje, o grosso sobra para treinador, diretoria, mas depois sobra para eles, também – disse Abel.

A grande preocupação do treinador é em dar mais chances aos jovens justamente no período de maior turbulência da equipe na temporada. O Palmeiras não vence há cinco jogos, acabou eliminado na semifinal da Conmebol Libertadores e caiu da vice-liderança para o quarto lugar no Brasileirão.

– E o que vem do celular é muito forte. É diferente ser campeão na base e subir para o profissional. Nunca na história do Palmeiras o time jogou com tantos jovens formados na base. Há torcedores que gostam do Palmeiras, mas há aqueles que só gostam de ganhar.

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– O dia de hoje parece que somos todos uma porcaria. Nós precisamos fazer uma reflexão: é isso que me interessa? Só vão bater nas costas quando ganhar ou valorizar tudo que foi feito. O Palmeiras tem presente e tem futuro, mas não estamos preparados para não ganhar sempre – refletiu Abel.

Desde que chegou ao Palmeiras, Abel Ferreira utilizou 36 jogadores formados na base do clube, sendo que 24 deles foram lançados pelo próprio treinador. Nesta temporada, 13 crias da Academia entraram em campo em pelo menos uma partida.

– Jogar com essa camisa tem muito peso e responsabilidade, então é necessário escolher determinados jogadores para representar um clube como esse. Os jovens têm dado respostas, mas não vou mentir, o Zé Rafael se adaptou bem a posição de 5, mas continuo a dizer que fizemos o melhor que podíamos – finalizou o treinador.

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Atlético-MG vence o Cruzeiro de virada e avança às semifinais da Copa do Brasil

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O Atlético-MG derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, de virada, nesta terça-feira (01.09), na Arena MRV, e garantiu a classificação para as semifinais da Copa do Brasil. Com o resultado, o Galo fechou o confronto com vantagem de 3 a 2 no placar agregado.

O jogo

O Cruzeiro saiu na frente ainda no primeiro tempo. Aos 29 minutos, Kaio Jorge sofreu pênalti após ser empurrado por Vitão dentro da área. O atacante cobrou com precisão e acertou o ângulo esquerdo do goleiro Everson, colocando a equipe celeste em vantagem.

Antes do gol, o Atlético-MG já havia criado boas oportunidades. Mateo Cassierra acertou a trave em cobrança de falta, enquanto Otávio fez uma defesa à queima-roupa para evitar o empate. O Cruzeiro também levou perigo, com finalização de Matheus Pereira que passou próxima à trave.

Na segunda etapa, o Atlético voltou mais ofensivo e passou a pressionar o adversário. Aos 32 minutos, Victor Hugo recebeu passe de Fred dentro da área e bateu de pé direito para deixar tudo igual.

Pouco depois, o Galo quase virou em uma finalização de Victor Hugo que explodiu na trave. A recompensa veio aos 42 minutos. Após troca de passes na entrada da área, Fred recebeu de Victor Hugo e finalizou de primeira, no canto direito de Otávio, para marcar o gol da virada.

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O Cruzeiro ainda tentou buscar o empate nos minutos finais, mas encontrou dificuldades para sair do campo de defesa. A situação ficou ainda mais complicada aos 15 minutos, quando Lucas Villalba recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Com um jogador a menos, a equipe celeste não conseguiu reagir. O Atlético-MG administrou a vantagem até o apito final e confirmou a vaga entre os quatro melhores da competição.

O Galo terminou a partida com 24 finalizações, sendo 11 no gol, contra 13 do Cruzeiro, com cinco na direção da meta. A equipe também teve maior posse de bola no segundo tempo e controlou as ações após a virada.

FICHA TÉCNICA
Partida Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro
Competição Copa do Brasil – quartas de final (jogo de volta)
Local Arena MRV, em Belo Horizonte (MG)
Data 1 de setembro de 2026 (terça-feira)
Horário 21h (de Brasília)
Gols Kaio Jorge, aos 30′ do 1ºT (Cruzeiro); Victor Hugo, aos 32′ do 2ºT (Atlético-MG); Fred, aos 43′ do 2ºT (Atlético-MG)
Cartões amarelos Natanael (Atlético-MG); Otávio, Kaio Jorge, Villalba, Arroyo e Romero (Cruzeiro)
Cartões vermelhos Villalba (Cruzeiro)
Árbitro Raphael Claus (SP)
Assistentes Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
VAR Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Atlético-MG Everson; Natanael (Gustavo Scarpa), Ruan Tressoldi (Vitão), Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco (Alan Minda), Kevin Castaño e Fred; Cuello, Bernard (Victor Hugo) e Cassierra (Reinier). Técnico: Eduardo Domínguez
Cruzeiro Otávio, Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus (João Marcelo) e Villalba; Gerson (Matheus Henrique), Lucas Romero e Matheus Pereira (Gabriel Rojas); Arroyo, Wesley (Kenji) e Kaio Jorge (Villarreal). Técnico: Artur Jorge

Fonte: Esportes

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