Presidente argentino responsabiliza a gestão da AFA pelas eliminações precoces de Boca Juniors e River Plate na Copa do Mundo de Clubes
A fraca campanha de Boca Juniors e River Plate na primeira fase da Copa do Mundo de Clubes 2025 causou repercussão até no Palácio da Casa Rosada. O presidente argentino Javier Milei utilizou suas redes sociais para criticar duramente a Associação de Futebol Argentino (AFA), presidida por Claudio “Chiqui” Tapia, após ambos os gigantes hermanos darem adeus precocemente à competição.
Milei não poupou palavras:
“Nem River, nem Boca. Sem argentinos no Mundial de Clubes. O Brasil foi com quatro times, os quatro passaram. Até quando teremos que apontar o fracasso do modelo Chiqui Tapia?”
Críticas ao sistema e apelo por mudanças
Em sua publicação, Milei atacou o atual modelo de gestão do futebol argentino, apontando o excesso de clubes na primeira divisão, a falta de competitividade e a ausência das Sociedades Anônimas do Futebol (SADs) como entraves ao crescimento da modalidade no país. Segundo ele, o sistema vigente não corresponde à paixão e ao engajamento dos torcedores argentinos:
“Um campeonato frágil, com 30 times, sem competitividade, sem SAD, sem incentivos. Não está à altura do tremendo público argentino que lota estádios ao redor do mundo”, escreveu.
O presidente também acusou Tapia e sua diretoria de agirem com interesses pessoais e prejudicarem o desenvolvimento do futebol nacional.
Campanhas decepcionantes e frustração nacional
No Grupo C, o Boca Juniors precisava de uma vitória elástica sobre o Auckland City e ainda dependia de um tropeço do Benfica diante do Bayern de Munique. O clube argentino apenas empatou com os neozelandeses e viu os portugueses vencerem os alemães, selando sua eliminação.
Já o River Plate, no Grupo E, dependia de um empate contra a Inter de Milão, mas acabou derrotado por 2 x 0. Para piorar, o Monterrey superou o Urawa Reds por 4 x 0 e também ultrapassou os argentinos na tabela.
Com os tropeços, nenhum time argentino avançou à próxima fase, enquanto todos os quatro representantes brasileiros seguem vivos no torneio, aumentando a pressão por reformulações urgentes no futebol hermano.