CASO MARADONA

Médico acusado pela morte de Maradona vence campeonato de fisiculturismo em meio a julgamento

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Leopoldo Luque, principal réu no processo sobre a morte do craque, conquista três categorias em torneio enquanto responde por homicídio com dolo eventual

Leopoldo Luque, neurocirurgião acusado de negligência no caso da morte de Diego Maradona, venceu três categorias do Rock Hard Physique Championship 2025, torneio de fisiculturismo realizado pela National Physique Committee (NPC), no último domingo (11/5), na Argentina. A surpreendente vitória aconteceu em meio ao andamento de um dos julgamentos mais midiáticos da história recente do país.

Segundo o advogado de Luque, o médico encontrou na musculação uma válvula de escape diante da intensa pressão emocional e jurídica que enfrenta desde a morte do ídolo argentino, em novembro de 2020. A conquista foi divulgada por um colega de Luque nas redes sociais, gerando grande repercussão no país.

Figura central no processo sobre Maradona

Luque é apontado como personagem-chave entre os sete profissionais da saúde acusados de negligência no atendimento prestado a Maradona nos dias que antecederam sua morte. Ele responde por homicídio simples com dolo eventual, ou seja, quando se assume o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta.

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Além dele, estão no banco dos réus:

Agustina Cosachov (psiquiatra),

Carlos Diaz (psicólogo),

Nancy Forlini (coordenadora médica),

Mariano Perroni (coordenador de enfermagem),

Pedro Pablo Di Spagna (médico)

Ricardo Almiro (enfermeiro).

Se condenados, os profissionais podem pegar entre 8 e 25 anos de prisão.

A morte de um ídolo e o peso da acusação

Maradona faleceu em casa durante a recuperação de uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro. A autópsia indicou que ele sofreu um infarto após mais de 12 horas de agonia, segundo relatos do legista. A defesa de Luque alega que o atendimento seguiu os protocolos possíveis dentro do quadro clínico do ex-jogador.

Enquanto o tribunal decide o futuro dos acusados, a imagem do médico posando como fisiculturista reacende o debate sobre a ética e o impacto público do caso, que ainda causa forte comoção na Argentina.

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Fifa Series e investimentos fortalecem futebol feminino em MT

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Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Somente em 2025, Secel-MT investiu R$ 7 milhões em times de mulheres no Estado

A realização do Fifa Series na Arena Pantanal, em Cuiabá, representa um novo marco para o futebol feminino em Mato Grosso e consolida uma política contínua de investimentos do Governo do Estado no esporte.

Somente em 2025, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) investiu R$ 7 milhões no futebol feminino, sendo R$ 3,5 milhões para a equipe do Mixto Esporte Clube (série A1), R$ 2 milhões destinados à Sociedade Ação Futebol (série A2), de Santo Antônio de Leverger, e R$ 1,5 milhão para o time do Várzea Grande Esporte Clube Feminino (série A3), antigo Operário FC.

O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura também destaca o programa Mato Grosso Série A, iniciativa do governo que patrocina clubes profissionais de futebol que disputam as séries A e B do Campeonato Brasileiro com até R$ 3,5 milhões, promovendo o futebol feminino no Estado.

“Competições internacionais como o Fifa Series atraem, sem dúvida, novas atletas para o esporte e encerram definitivamente o estigma sobre a participação feminina em um esporte considerado de ‘homens’ pela cultura brasileira. Nós temos o programa Mato Grosso Série A, que garante condições financeiras às equipes para se manterem e, se tudo der certo, subirem nas séries do Campeonato Brasileiro. Tudo isso fortalece toda a rede de futebol profissional feminino em Mato Grosso”, explica David Moura.

O Mixto Esporte Clube, a Sociedade Ação Futebol e o Várzea Grande Esporte Clube Feminino estão no Campeonato Brasileiro de Futebol 2026. Com os investimentos do Estado, é esperado que o Fifa Series fortaleça a atenção do público para o futebol feminino local e desperte a atenção da nova geração. Se no passado o sonho de todo menino brasileiro era ser jogador de futebol profissional, agora vê-se a disseminação do esporte entre as meninas também.

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“Meu sonho é ser jogadora de futebol. Acho que comecei a praticar com sete anos. Aprendi com meu irmão. Sou fã da Gio Queiroz Garbelini. Ela é muito boa”, destaca a estudante Laura Monteiro, durante o intervalo do jogo entre Brasil e Canadá, neste sábado, pelo FIFA Series.

Prestes a completar 11 anos, a aluna Mariana Alves da Rocha começou a jogar bola com os primos há praticamente dois anos. Apaixonada pelo esporte, ela diz orgulhosa que “joga melhor do que todos eles”.

Ainda sem idade para ingressar no time de base da escola, ela aguarda ansiosamente o momento de poder competir. “Falta um ano para eu entrar no time no colégio. Sou muito fã da Ludmilla. Ela dá bons passes e faz gols bonitos”, avalia.

Mariana tem consciência da importância de campeonatos como o FIFA Series para a promoção do futebol feminino. “Muitas meninas têm medo, vergonha de jogar. Acho importante para encorajar mais meninas”, frisa.

A professora de Educação Física em Cuiabá, Sueli Xavier, compartilha a luta dos profissionais da área para incentivar o esporte entre as meninas. “Buscamos participar de competições e marcamos partidas amistosas com equipes de outras escolas. As atletas profissionais são multiplicadoras de jogadoras de futebol feminino, e as meninas, desde muito novas, já têm aquele ímpeto de querer participar. Estava observando a torcida, e a sensação é de que o público feminino é maior do que o masculino. Vi muitas mulheres, e isso fortalece o esporte entre elas”, destaca.

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O técnico do Várzea Grande, Athaide Mello, acredita que o Fifa Series aumenta o nível de exigência e motiva as atletas a evoluírem física e tecnicamente. “Também tende a ampliar o interesse dos clubes em captar novas jogadoras, fortalecendo o futebol feminino como um todo”, avalia.

O presidente da Sociedade Ação Futebol, João Benedito, destaca a importância do programa e do Fifa Series para a consolidação do futebol feminino no Estado. “Quero parabenizar todo o Governo de Mato Grosso por não medir esforços para trazer este grande evento para Cuiabá. Sem dúvida, é um espetáculo de grande importância para a valorização do futebol feminino. Cuiabá ganhou muito com o evento, e a gente espera que a CBF e a própria Federação promovam outros eventos dessa grandeza”, pontua.

Há três anos, João Benedito trabalha com o futebol feminino. O evento internacional entusiasma as atletas a alçar voos mais altos. A equipe do Ação conquistou a vaga na segunda divisão nacional após ser semifinalista da Série A3 do Brasileiro em 2024. Na ocasião, o time foi eliminado pelo Vasco. Na campanha deste ano, o Ação disputou quatro partidas, com duas vitórias, um empate e uma derrota. “Após o Fifa Series, vamos com força total buscar uma vaga na primeira divisão do Brasileirão feminino”, frisa o presidente do time.

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