Marinho e Lucas Sasha se manifestam sobre a invasão em jogo contra o Colo-Colo; Conmebol avalia punição ao clube chileno após duas mortes.
O confronto entre Colo-Colo e Fortaleza, pela 2ª rodada da Copa Libertadores, terminou em caos na noite de quinta-feira (10), em Santiago. Aos 24 minutos do segundo tempo, torcedores organizados do Colo-Colo invadiram o gramado, obrigando a paralisação imediata da partida. Fora do estádio, a tragédia foi ainda maior: dois torcedores — de 13 e 18 anos — morreram após serem atropelados por uma viatura policial. O agente responsável foi indiciado, conforme informou o ministro da Segurança do Chile, Luis Cordero.
Atletas do Fortaleza reagem nas redes
Diante do clima de tensão e violência, jogadores do Fortaleza usaram as redes sociais para expressar indignação e solidariedade. O atacante Marinho e o meio-campista Lucas Sasha lamentaram profundamente os episódios. Sasha, que já havia descrito a situação como “assustadora”, voltou a manifestar preocupação com a segurança nos estádios sul-americanos. Marinho, por sua vez, reforçou o choque com as cenas vividas no Chile e pediu medidas concretas das autoridades esportivas: “Futebol é paixão, não guerra. Isso não pode se repetir”.
Conmebol pode punir o Colo-Colo
Com o confronto encerrado sem conclusão, a Conmebol anunciou que o caso será analisado por seu órgão judicial. A entidade avalia se o Colo-Colo poderá ser punido com exclusão ou banimento da atual edição da Libertadores, já que a origem da confusão partiu de seus torcedores. A situação ainda segue em investigação, e a continuidade ou anulação do jogo será decidida nos próximos dias. A crise reacende o debate sobre a segurança nos estádios da América do Sul e o papel das autoridades locais e esportivas na prevenção de tragédias.