Confronto entre Colo-Colo e Fortaleza termina em caos, com duas mortes e jogadores sob choque; Lucas Sasha descreve clima de pânico no estádio.
O confronto entre Colo-Colo e Fortaleza, válido pela segunda rodada da Libertadores, na última quinta-feira (10), em Santiago, foi interrompido por uma tragédia. A partida foi cancelada após uma violenta invasão de torcedores organizados do time chileno, os chamados hinchas, que tomaram o gramado do Estádio Monumental. O incidente ocorreu em meio a uma confusão generalizada nos arredores da arena, que resultou na morte de dois jovens torcedores — um de 13 e outro de 18 anos — deixando o futebol em segundo plano diante do cenário de violência.
Depoimento comovente de jogador brasileiro
O meio-campista Lucas Sasha, do Fortaleza, falou publicamente sobre os momentos de tensão vividos durante a invasão. O jogador classificou a situação como “assustadora” e disse ter temido pela própria segurança e pela dos companheiros de equipe. “Foram cenas que não se esquecem. Ver torcedores pulando para dentro do campo, o barulho, o tumulto… parecia uma cena de guerra”, relatou. O episódio abalou emocionalmente os atletas, que ficaram reclusos nos vestiários até a evacuação completa do local.
Repercussão internacional e cobranças
A violência em Santiago gerou forte repercussão na imprensa internacional e levantou questionamentos sobre a segurança nos jogos da Conmebol. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) formalizou um pedido para que o Fortaleza seja declarado vencedor da partida, citando a responsabilidade do Colo-Colo na segurança do evento. Além disso, o chefe de segurança do Estádio Monumental renunciou ao cargo horas após o ocorrido. A tragédia reforça a urgência de ações efetivas contra a violência nos estádios sul-americanos, especialmente em competições de alto risco como a Libertadores.