Ministério Público apura possíveis crimes tributários cometidos pelo clube com base na Lei 8.137/90; investigação pode ser prorrogada
O Corinthians está sendo formalmente investigado pela Polícia Federal sob suspeita de sonegação de impostos, com base em denúncia do Ministério Público Federal (MPF). O inquérito, aberto no último 30 de abril, apura possíveis infrações aos artigos 1º e 2º da Lei 8.137/90, que trata de crimes contra a ordem tributária e econômica. A investigação busca esclarecer se o clube paulista cometeu irregularidades fiscais que podem configurar crime com pena de até cinco anos de prisão.
Detalhes ainda sob sigilo
Até o momento, não foram divulgados detalhes como o período exato em que os possíveis crimes teriam ocorrido, nem os valores envolvidos. A fase inicial da apuração foi estipulada para durar quatro meses, mas há possibilidade de prorrogação, conforme a complexidade dos dados obtidos. A investigação segue sob sigilo, o que limita o acesso a documentos e informações mais específicas.
Clube já é alvo de outras denúncias
Esta nova frente de investigação ocorre em meio a outros escândalos envolvendo o Corinthians, como o caso “Vai de Bet”, que já resultou em indiciamento de ex-dirigente jurídico e tem conexões com denúncias no INSS. A atual gestão, comandada por Augusto Melo, que assumiu o clube em 2024 ao lado de Osmar Stabile e Armando Mendonça, também é citada na apuração federal. A sequência de episódios levanta preocupações sobre governança e transparência no clube.