Após início decepcionante em 2025, Glorioso tenta reencontrar o bom futebol em torneio internacional decisivo
Após uma temporada histórica em 2024, com títulos do Brasileirão e da Libertadores, o Botafogo vive um início de 2025 marcado por instabilidade. O clube amargou o 9º lugar no Campeonato Carioca, igualando sua pior campanha na competição, e ainda não engrenou nem no Brasileirão, onde ocupa posição mediana com três vitórias, três empates e três derrotas, nem na Libertadores, onde está em terceiro lugar no Grupo A, ainda sem vaga garantida nas oitavas de final.
Com uma rodada restante na fase de grupos da competição continental, o Fogão disputa diretamente com a Universidade do Chile a classificação. Empatado com o Estudiantes, vice-líder com 9 pontos, o time carioca precisa vencer o líder chileno, que soma 10, para seguir com chances no torneio.
Desmanche e instabilidade afetam rendimento
Parte da queda de rendimento pode ser atribuída à grande reformulação do elenco. Jogadores-chave como Thiago Almada, Luiz Henrique, Júnior Santos, Adryelson e Tiquinho Soares deixaram o clube. A perda do técnico Artur Jorge, peça central nas conquistas recentes, agravou ainda mais o cenário. Sob novo comando técnico, o Glorioso busca uma identidade que ainda não foi consolidada nesta temporada.
A combinação de saídas importantes e a falta de entrosamento da nova formação tem impactado diretamente nas atuações em campo, colocando o planejamento de 2025 em xeque.
Mundial de Clubes: o grande teste do ano
O principal desafio do ano será o Mundial de Clubes, que começa em 14 de junho, e para o qual o Botafogo foi sorteado no Grupo B, ao lado de PSG, Atlético de Madrid e Seattle Sounders. Considerado o “grupo da morte”, o sorteio não foi favorável. O PSG, que pode chegar ao torneio como campeão da Champions League, é o principal favorito da chave. Já o Atlético de Madrid, apesar de não ter levantado títulos, fez boas campanhas em La Liga (3º lugar) e na Champions (quartas de final).
Para o Botafogo, o Mundial representa a chance de reencontrar o protagonismo internacional e apagar as incertezas que tomaram conta da temporada. O time terá que mostrar força mental, tática e técnica para sobreviver a um grupo duríssimo e, quem sabe, repetir as façanhas de 2024 em novo palco global.