Paraguaio é confirmado para o quarto mandato consecutivo como presidente da confederação
Alejandro Domínguez foi reeleito presidente da Conmebol nesta quinta-feira (12/6), iniciando oficialmente seu quarto e último mandato à frente da entidade máxima do futebol sul-americano. Candidato único, o paraguaio foi eleito por unanimidade pelos presidentes das confederações nacionais, incluindo o brasileiro Ednaldo Rodrigues, da CBF, que esteve presente na votação.
Domínguez comanda a Conmebol desde 2016 e é hoje o dirigente mais longevo da entidade no século. Sua nova gestão deverá se estender até 2027, encerrando um ciclo marcado por forte atuação política, reformas estruturais e afirmações polêmicas — como a célebre frase: “Libertadores sem Brasil é como Tarzan sem Chita.”
Estabilidade, transparência e ambição
Durante seu discurso de posse, Domínguez reforçou os valores que pretende manter até o fim de seu ciclo: transparência, honestidade e estabilidade institucional. Segundo ele, sua reeleição não representa um projeto pessoal, mas coletivo:
“Aqui vão encontrar criatividade, inovação e, sobretudo, estabilidade. Nossos pilares são a transparência e a honestidade.”
“Se renovam minhas intenções, ânimo e ambição. Este não é um projeto pessoal, mas de equipe. Que o futebol sul-americano continue conquistando o mundo com a força de todos vocês.”
Desafios e legado no futebol continental
Sob sua liderança, a Conmebol consolidou mudanças importantes nas competições continentais, como a centralização das finais da Libertadores e Sul-Americana em sedes únicas, além de parcerias estratégicas com a Uefa e a Fifa.
No entanto, o presidente também tem enfrentado críticas por decisões polêmicas e pela condução disciplinar da entidade — que recentemente multou clubes e técnicos por questões extracampo, como uniformes e gestos de torcedores.