Jovem de 18 anos morreu após ser atropelada por viatura policial antes da partida entre Colo-Colo e Fortaleza; família busca amparo judicial
A comoção em torno do confronto entre Colo-Colo e Fortaleza, marcado pela violência e o cancelamento da partida, ganhou contornos ainda mais dramáticos com o depoimento de Bárbara Perez, irmã da torcedora chilena de 18 anos morta durante o tumulto. A jovem foi atropelada por uma viatura da polícia nas imediações do estádio. Um garoto de 13 anos também perdeu a vida no mesmo episódio.
Ambos tinham ingressos e não forçavam entrada, segundo relatos da família. A desorganização no controle de acesso teria contribuído para o caos. “Minha irmã tinha o ingresso em mãos… e agora querem por a culpa neles que foram atropelados”, afirmou Bárbara à imprensa local.
Apelo por justiça e responsabilização
A família da vítima, devastada pela tragédia, promete buscar ajuda judicial para responsabilizar os envolvidos. “Vamos até as últimas consequências. Precisamos de justiça. Minha mãe está destruída. Só peço que me ajudem judicialmente, e nada mais”, declarou Bárbara emocionada.
Ela ainda criticou a postura das autoridades no local. Segundo ela, o policial que dirigia a viatura não permaneceu para prestar esclarecimentos, e foi por meio de outro agente que soube do falecimento da irmã.
Contexto de caos e negligência
O episódio trágico ocorreu antes do início da partida, que acabou sendo cancelada pela Conmebol por falta de garantias mínimas de segurança. A entidade também abriu investigação para apurar os eventos que levaram ao tumulto generalizado.
O caso reacende o debate sobre a segurança nos estádios sul-americanos e a responsabilidade das autoridades em grandes eventos esportivos. A comoção pública cresce à medida que novos detalhes vêm à tona, e o desfecho da investigação pode influenciar o futuro do Colo-Colo na Libertadores.