RUGBY

Melina conquista tricampeonato do Brasil Sevens 2026

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Time mato-grossense acumula cinco títulos nacionais

O Melina, time mato-grossense de Rugby, se sagrou tricampeão do Brasil Sevens 2026 na categoria feminina, uma das principais competições nacionais da modalidade. Com três vitórias em três jogos, a agremiação mostrou a sua imponência para manter e confirmar seu favoritismo diante das adversárias, conquistando seu quinto título de Sevens a nível nacional.

A primeira fase, quando encarou o grupo B da competição, foi de pura soberania, com placares impressionantes. Primeiro, um atropelo de 61 a 0 sobre o Taubaté. Depois, a vítima foi o Rio, com a anotação de 57 a 0. Para fechar a classificatória e garantir a liderança do grupo, 32 a 0 sobre o Leoas de Paraisópolis.

Nas quartas de final, a Poli, da capital paulista, derrubou as campeãs do último Super Sevens, o Delta, do Piauí, por expressivos 36 a 0, ao passo que as cariocas do El-Shaddai passaram com tudo pelas campeãs do Brasil Sevens 2025, as Leoas de Paraisópolis, por 40 a 0. O Melina comprovou seu favoritismo contra o São José, 28 a 5, ao passo que o Pasteur atingiu sua melhor classificação na história ao derrotar o tradicional Niterói por 22 a 5.

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Nas semifinais,  o El-Shaddai confirmou seu favoritismo contra o Pasteur, 31 a 12, mas o duelo entre Melina e Poli foi de arrepiar, com as cuiabanas conquistando a vitória por 19 a 12. Na disputa de bronze, no entanto, a Poli se reergueu e derrotou o Pasteur em dérbi paulistano por 19 a 7, conquistando de quebra o Bolsa-Atleta, destinado aos três melhores clubes do torneio.

A grande final foi pura emoção, com o Melina superando o El-Shaddai por 12 a 5 para ficar com o título. Gabi Lima correu para o primeiro try do jogo a favor das cariocas, aproveitando cartão amarelo contra o Melina. Contudo, a situação se inverteu no começo do segundo tempo, com cartão amarelo contra o El-Shaddai e try de Carol Pereira para o Melina, virando o placar para 12 a 5 graças à conversão certeira de Paula Sarmento. O jogo se tornou dramático e no último minuto Claudinha Beltran correu para o try do título do Melina. O El-Shaddai ainda teve a última posse de bola, mas o Melina se defendeu e celebrou a conquista, sua quinta de competições nacionais de rugby sevens na história, e a terceira do Brasil Sevens. Com o título, o Melina se tornou o maior campeão da história do Brasil Sevens.

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“Estou muito orgulhosa pelo time. Fazemos um trabalho muito forte e a felicidade é enorme”, falou Keizhi Rojas, do Melina, venezuelana eleita melhor jogador do rugby brasileiro em 2025. “Brasil e Melina me proporcionaram muita coisa desde que cheguei. São muitos jogos, muitas oportunidades, é uma alegria muito grande ser campeã mais uma vez”, completou.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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