41ª EDIÇÃO

Corrida de Reis acontece neste domingo em novo local

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Evento será realizado no Parque Novo Mato Grosso

A Corrida de Reis chega à sua 41ª edição neste domingo, consolidada como um dos eventos esportivos mais tradicionais do Brasil. Criada em 1985, a prova de 10 quilômetros, disputada em Cuiabá, reúne atletas de elite e amadores de todo o país e do exterior, mantendo viva uma tradição que atravessa quatro décadas do atletismo nacional.

A grande novidade de 2026 é a mudança de cenário. Pela primeira vez na história, a Corrida de Reis será realizada fora do trajeto urbano tradicional e terá como palco o Parque Novo Mato Grosso, um complexo cultural, esportivo e de lazer que oferece a maior estrutura já utilizada pela competição.

O percurso foi totalmente planejado dentro e no entorno do parque, garantindo mais segurança para atletas e público, além de amplas áreas para montagem de arena, pódio, estrutura de televisão e imprensa. O local conta ainda com 8 mil vagas de estacionamento, espaços amplos para equipes e torcida, além de transporte público gratuito, com ônibus saindo de pontos estratégicos de Cuiabá.

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As largadas seguem um cronograma oficial, respeitando as diferentes categorias:

PcD / Atletas especiais: 6h30
Elite feminina: 6h45
Elite masculina, pelotão VIP e categoria geral: 7h

A Corrida de Reis 2026 registra números expressivos de participação. São atletas de 178 cidades brasileiras, representando 21 estados e o Distrito Federal, além de competidores internacionais. Mato Grosso lidera com 14.251 inscritos de 96 cidades, seguido por Rondônia e Mato Grosso do Sul.

A distribuição por sexo mostra equilíbrio: 51,54% mulheres e 48,46% homens. A maior concentração de atletas está na faixa etária entre 30 e 44 anos, com participação significativa também acima dos 50 anos, reforçando o caráter democrático da prova.

Entre os inscritos, o ritmo mais comum é o pace de 6 minutos por quilômetro, típico de corredores amadores. Já os atletas de elite mantêm ritmos inferiores a 3 minutos por quilômetro. Estudantes lideram entre as profissões mais declaradas, seguidos por servidores públicos e professores.

Entre os nomes mais comuns, João e José se destacam no masculino, enquanto Maria e Ana lideram no feminino, reforçando o perfil popular e plural da competição. Na edição de 2025, o tanzaniano Joseph Tiophil Panga venceu no masculino, enquanto Anastazia Dolomongo, também da Tanzânia, foi campeã no feminino. Os recordes da prova seguem em mãos africanas:

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Masculino: Maxwell Rotich (Uganda) – 28’54”, em 2022
Feminino: Nancy Jepkosgei Kipron (Quênia) – 33’52”, em 2014

Desde 2010, atletas africanos dominam a prova masculina, vencendo 14 das últimas 15 edições disputadas. No feminino, a hegemonia é ainda maior desde 2006, com raras exceções brasileiras. Em 2026, o Brasil tenta novamente quebrar essa sequência diante de uma elite internacional confirmada, com representantes do Quênia, Uganda, Etiópia e do próprio país.

A Corrida de Reis 2026 oferece uma das maiores premiações do atletismo nacional. Os campeões gerais masculino e feminino receberão R$ 40 mil, além de troféus. Há premiação também para PcD, faixas etárias e demais categorias, seguindo rigorosamente as normas da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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